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Itália

Geografia
País do Sul da Europa. Ocupa a Península Itálica, identificada pela sua forma em "bota". Abrange uma área de 301 230 km2, incluindo as ilhas da Sicília e da Sardenha. Faz fronteira com a França, a noroeste, a Suíça e a Áustria, a norte, e a Eslovénia, a nordeste, e é banhado pelo mar Adriático, a leste, e pelo mar Mediterrâneo, a sul, e pelos mares Tirreno e Ligúrico, a oeste. As cidades mais importantes são Roma, a capital, com 2 453 100 habitantes (2004), Milão (1 179 500 hab.), Nápoles (990 700 hab.), Turim (855 100 hab.), Palermo (650 900 hab.), Génova (1 1750 000 hab.), Bolonha (369 000 hab.), Florença (351 300 hab.), Catânia (305 600 hab.), Bari (311 600 hab.) e Veneza (265 500 hab.).
O território italiano é constituído por uma parte continental, mais a norte, uma parte peninsular e outra insular. A área do país mais a norte é formada por duas áreas de altitude distinta: os contrafortes dos Alpes, ao longo dos quais se desenvolve a fronteira com a França, Suíça, Áustria e Eslovénia; a planície construída do rio Pó. A parte peninsular é atravessada no seu comprimento pelos Apeninos, uma cadeia essencialmente calcária, que se prolongam pela Sicília.
A testemunhar a origem das montanhas, a existência de vulcões como o Vesúvio (perto de Nápoles) e o Etna (na Sicília), cujas erupções são conhecidas, nomeadamente a destruição das cidades de Pompeia e Herculano.

Clima
O clima é de tipo mediterrâneo, quente e seco no verão e ameno no inverno. No Norte da Itália, os invernos são mais rigorosos.

Economia
A Itália tem uma economia desenvolvida, centrada na indústria e nos serviços. Na agricultura, as culturas dominantes são a beterraba, o trigo, o milho, o tomate, a batata, a azeitona, a cevada, a soja, o pêssego e a pera. Os recursos minerais existentes são insuficientes para o tipo de necessidades industriais, apenas são produzidos em quantidade a pirite, o zinco, o magnésio e o chumbo. Na indústria, as principais produções são o aço, o armamento, os automóveis, a maquinaria têxtil, o material elétrico, os materiais de construção, os produtos químicos, os têxteis e as confeções, o calçado, o vidro, a cerâmica, os produtos alimentares, o vinho e a cerveja. O setor turístico também merece um destaque, pois a Itália é dos países que recebe maior número de turistas. As exportações destinam-se à Alemanha, à França, aos EUA e ao Reino Unido e abrangem maquinaria, equipamentos para os transportes, produtos químicos, têxteis, vestuário, calçado e produtos alimentares. As importações provêm da Alemanha, da França, da Holanda e do Reino Unido e são constituídas por maquinaria, equipamento para os transportes, produtos químicos, metais, produtos alimentares, petróleo e têxteis.
Indicador ambiental: o valor das emissões de dióxido de carbono, per capita (toneladas métricas, 1999), é de 7,3.

População
A população era, em 2006, de 58 133 509 habitantes, o que corresponde a uma densidade de aproximadamente 192,89 hab./km2. As taxas de natalidade e de mortalidade são, respetivamente, de 8,72%o e 10,4%o. A esperança média de vida é de 79,81 anos. O valor do Índice do Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,916 e o valor do Índice de Desenvolvimento ajustado ao Género (IDG) é de 0,910 (2001). Estima-se que, em 2025, a população diminua para 54 271 000 habitantes. Quase todos os habitantes do país são de origem italiana. A religião com maior expressão é a católica (83% da população). A língua oficial é o italiano.

Arte e Cultura
Desde cedo que a literatura italiana se transformou numa importante expressão internacional, especialmente através de Dante, de Francesco Petrarca e de Giovanni Boccaccio. Depois das criações de Ludovico Ariosto e de Torquato Tasso, no final do Renascimento, seguiu-se um período de um certo declínio literário que foi revigorado, no século XIX, por Alessandro Manzoni e por Giacomo Leopardi e, no século XX, por Gabriele D'Annunzio e por Luigi Pirandello.
Nas artes plásticas e na arquitetura, surgem os nomes de Giotto, de Donatello, de Fillipo Brunelleschi, de Michelangelo Buonarroti, de Leonardo da Vinci, de Ticiano, de Gian Lorenzo Bernini e de Giovanni Battista Tiepolo.
A música italiana representa uma das maiores expressões artísticas na Europa. Depois das canções trovadorescas e madrigais, surgiram as composições de G. P. da Palestrina, de Claudio Monteverdi, de Antonio Vivaldi, de Gioacchino Rossini e de Giuseppe Verdi. No entanto, a contribuição artística contemporânea mais significativa é, provavelmente, o cinema. Alguns dos realizadores de maior prestígio e destaque são Roberto Rossellini, Bernardo Bertolucci, Vittorio de Sica, Michelangelo Antonioni, Federico Fellini, Pier Paolo Pasolini e Luchino Visconti.

História
Apesar da sua antiguidade enquanto grande região, a Itália é uma nação com pouco mais de um século. As invasões bárbaras, nos séculos IV e V, originaram a queda do Império Romano do Ocidente. Parte da península ficou a ser dominada pelos Bizantinos, enquanto o restante território passou para o domínio dos Lombardos. No século XI, os Normandos fixaram-se no Sul da Itália, formando um reino. Entretanto, algumas cidades-estado, cujas rivalidades políticas e económicas eram intensas, começaram a afirmar-se no Norte. Mas, embora a Itália permanecesse politicamente fragmentada ao longo de vários séculos, tornou-se no centro cultural do Ocidente, entre os séculos XIII e XVI.
No final do século XV, a Itália foi invadida pela França e, mais tarde, pelo imperador Carlos V, que subjugou a maior parte do território em 1550. A seguir a Carlos V, os Habsburgo espanhóis controlaram a Itália até os Habsburgo austríacos governarem o território, na primeira metade do século XVIII. No final da ocupação napoleónica, em 1815, alguns estados tornaram-se independentes. No século XIX, apareceu o Risorgimento, um movimento favorável à unificação, liderado pelos monarcas liberais do Estado de Piemonte. Com a ajuda francesa, conseguiram unir grande parte da Itália e colocar no trono, em 1861, o rei Victor Emmanuel II. A anexação de Veneza, em 1866, e da Roma papal, em 1870, tornaram a Itália peninsular numa nação.
Após a Primeira Guerra Mundial, sob a liderança de Benito Mussolini, o fascismo desenvolveu-se rapidamente no país. A Itália invadiu a Etiópia e, em 1936, formou uma aliança com a Alemanha nazi. Em 1943, quando as forças aliadas invadiram o território italiano, Mussolini fugiu e a Itália rendeu-se e uniu-se aos Aliados contra a Alemanha. Em 1946, foi proclamada a República e, enquanto o país recuperava da guerra, os governos de coligação foram-se sucedendo. O crescimento económico foi lento, mas firme, e a Itália acabou por se tornar membro fundador da CEE (atual União Europeia) e da Organização do Tratado Atlântico Norte (NATO). Entretanto, na década de 1970, o início das ações terroristas das Brigadas Vermelhas de esquerda ameaçaram a estabilidade interna do país. Mas, no final da década de 1980, os grupos terroristas foram neutralizados através de investigações e de detenções policiais.
A partir da década de 1990, os governos começaram a ser agitados por uma série de escândalos. Por outro lado, os grandes gastos financeiros originaram um enorme défice, o que gerou um período de grande instabilidade política, social e económica.

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