jazida de rochas magmáticas
As erupções vulcânicas podem ser consideradas os mais violentos e espetaculares fenómenos que ocorrem na natureza. Contudo, nem sempre o magma atinge a superfície e é expelido.
Grandes quantidades de magma consolidam em profundidade. O conhecimento da atividade ígnea intrusiva é, por isso, tão importante para os geólogos como o estudo da atividade ígnea extrusiva ou vulcânica.
Quando o magma cristaliza no interior da crosta terrestre, origina estruturas que podem ser classificadas pelo seu volume e forma. Umas apresentam forma tabular ou de camada, enquanto outras constituem grandes maciços. Podem também atravessar estruturas já existentes ou formarem-se devido à injeção de magma entre as camadas sedimentares.
As rochas magmáticas intrusivas apresentam grande variedade de tamanho e forma. Assim, podemos considerar:
- os diques, formações constituídas quando o magma é injetado nas fraturas que atravessam as camadas rochosas. Uma vez cristalizadas, estas estruturas tabulares podem ter espessuras que variam entre um centímetro e mais de um quilómetro. Geralmente, os diques são mais resistentes à erosão que as rochas encaixantes e quando expostos têm a aparência de uma parede;
- as soleiras ou filões-camada, estruturas tabulares formadas quando o magma é injetado entre camadas sedimentares. As soleiras horizontais são as mais comuns. Devido à sua relativa uniformidade de espessura e grande extensão, as soleiras devem ter sido originadas a partir de um magma muito fluido que deve ter consolidado entre camadas sedimentares que exerciam uma pressão relativamente pouco elevada. Muitas vezes, as soleiras envolvem fraturas que originam colunas alongadas;
- os lacólitos, da mesma maneira que as soleiras, formaram-se devido à intrusão de magma entre as camadas sedimentares próximo da superfície. Contudo, o magma que origina os lacólitos é mais viscoso. Este magma, ao consolidar, toma a forma de lente plano-convexa que arqueia os estratos sedimentares superiores. Um lacólito pode, algumas vezes, ser localizado pelas estruturas arqueadas que aparecem à superfície, que por vezes são erradamente designadas por cúpulas ou domas;
- os batólitos são formações magmáticas intrusivas muito volumosas. Podem atingir a superfície de algumas dezenas de quilómetros quadrados, que se alargam em profundidade de dezenas de quilómetros. Por definição, uma formação intrusiva deve ter uma superfície de exposição de mais de 100 quilómetros quadrados para ser considerada um batólito. Formações mais pequenas deste tipo denominam-se "stocks". Os batólitos são normalmente constituídos por rochas com composição próxima da dos granitos, embora também sejam vulgares com composição próxima do diorito. A formação de um batólito pode implicar atividade intrusiva durante milhões de anos. A atividade intrusiva que originou o batólito que constitui a Serra Nevada deve ter ocorrido durante mais de 130 milhões de anos.
As rochas extrusivas ou vulcanitos cuja consolidação ocorreu em contacto com o ar atmosférico ou com a água podem originar, quando as lavas são fluidas, mantos se o terreno é plano e torrentes ou escoadas se o terreno é inclinado. Se a lava é viscosa e se acumula em torno da cratera, formam cúpulas. Se a lava é muito viscosa, consolida dentro da chaminé, podendo, posteriormente, originar agulhas.
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