Karin Boye
Escritora e poetisa sueca, Karin Maria Boye nasceu a 26 de outubro de 1900, em Götenborg.
Filha de um engenheiro civil, teve uma infância bem provida.
Começou muito cedo a escrever e a envolver-se em debates culturais, primeiro sob a perspetiva religiosa, logo revoltando-se contra o conservadorismo cultural. Recebeu o seu diploma da Escola
Normal no ano de 121, transitando depois para as universidades de Uppsala, onde aderiu a uma organização socialista, e de Estocolmo, concluindo os seus estudos em 1928.
No ano seguinte, tornou-se professora em Viggbyholm.
Publicou a sua primeira coletânea de poemas, Moln, em 1922, a que se seguiu Gömda Land (1924) e Härdarna (1927), todos eles de feição idealista e de forma estudada mas indefinida.
Entre 1929 e 1932, Boye foi casada com Leif Björck, membro da mesma organização socialista, numa espécie de união amigável. O casamento desmoronou-se quando Boye e a mulher de Gunnar Ekelöf se apaixonaram, o que arruinou também o casamento do poeta. Algum tempo mais tarde Boye passou a viver com uma companheira alemã em Estocolmo. Findo o processo de divórcio, viajou até Berlim em busca da psicanálise.
Em 1931 fundou, em parceria com Erik Mesterson e Josef Riwkin, uma revista de poesia, denominada Spektrum, apresentando o Surrealismo aos leitores suecos através de traduções de nomes como T. S. Eliot.
Apesar do seu temperamento depressivo, era estimada como professora, e nunca deixou de contribuir para a imprensa. Os seus primeiros poemas demonstram uma clara influência budista, aproximando-se posteriormente do pensamento de Schopenhauer e de Friedrich Nietzsche.
Em 1934 publicou o romance Kris (1934), que abordava, sob o ponto de vista psicanalítico, a sua própria crise espiritual e o seu lesbianismo, que tenta sublimar. No ano seguinte seria a vez de För Trädets Skull (1935), obra de poesia que marcou uma inovação na carreira da autora, já que empregava um estilo modernista e expressionista, recorrendo a uma simbologia por vezes trágica.
Escreveu uma obra de ficção científica, Kallocain (1940), em que retratava uma sociedade, no ano 2000, dominada por homens, num estado totalitário e distópico.
Suicidou-se a 24 de abril de 1941, em Alingås.
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