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liberalismo

As bases da doutrina económica do liberalismo surgiram no século XVIII com os estudos dos economistas clássicos mais representativos: Adam Smith, David Ricardo e Thomas Robert Malthus. Posteriormente, o liberalismo económico foi alvo de diversos apoios e aprofundamentos em simultâneo com críticas por vezes ferozes. De entre os partidários do liberalismo pós-economistas clássicos merecem destaque John Stuart Mill (este ligado ao denominado liberalismo heterodoxo) e Jean-Baptiste Say.
Desde o seu aparecimento como doutrina política e económica, o liberalismo baseia-se num conjunto de pressupostos e ideias, dos quais os mais importantes são: a existência ao nível económico de um conjunto de leis naturais imutáveis (mecanismos económicos de ajustamento de preços, produção, rendimento, etc.) que comandam o funcionamento da atividade económica de uma sociedade; o comportamento natural dos agentes económicos é a maximização da sua satisfação com o menor esforço possível; o livre jogo de iniciativas individuais dos agentes económicos enquadra-se dentro da perspetiva das leis naturais e conduz assim ao equilíbrio da economia, bem como ao retorno a este equilíbrio nas situações em que, transitoriamente, esse equilíbrio não se verifique; a livre concorrência é a melhor solução em termos económicos, devendo por princípio o Estado abster-se de intervir na economia; quando muito, o Estado deve assegurar a existência de bens e serviços que os restantes agentes económicos não estejam interessados em oferecer.
O desenvolvimento do liberalismo político e económico acompanhou de perto no século XIX a Revolução Industrial, sendo o sistema político-económico das principais potências industriais, mas esta acabou por trazer à luz alguns problemas e contradições. De facto, o aumento da dimensão de muitas empresas e a ocorrência de crises económicas acabaram por levar à conclusão de que a livre iniciativa por si só não seria suficiente para garantir o equilíbrio das economias.
Com base neste e noutros fatores, o liberalismo puro foi alvo de várias remodelações, por parte de autores que, defendendo-o, propuseram alterações. É o caso por exemplo de John Stuart Mill, que, sendo adepto do liberalismo, considerou que nem todas as leis do económico são imutáveis.
Paralelamente, o liberalismo foi também alvo de críticas, das quais merecem destaque as proferidas pelos adeptos do socialismo.
Uma questão concreta que foi por muitos autores e correntes contrariada face ao liberalismo puro é o papel do Estado na economia. A este nível devem destacar-se os estudos de John Maynard Keynes, para quem o papel do Estado é importante em economias fora do equilíbrio, nomeadamente no que respeita ao pleno-emprego.
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