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Lenda do Milagre da Nazaré
D. Fuas Roupinho, um guerreiro português da época da reconquista cristã, era devoto de Nossa Senhora da Nazaré. Um dia, resolveu ir à caça. Montado no seu cavalo, D. Fuas Roupinho vê passar um vulto negro e estranho. Pensando ser um veado, perseguiu-o velozmente. Quando estava prestes a apanhá-lo, viu-se perante um precipício, sobranceiro ao mar.

Aflito, D. Fuas Roupinho clama por Nossa Senhora da Nazaré para sua salvação. O cavalo para de repente, empina-se no limite do precipício e ambos se salvam.

O veado era o demónio que, entretanto, se desfez em fumo. As patas traseiras do cavalo ficaram gravadas no rochedo.

Diz o povo que essas marcas ainda hoje podem ser vistas no rochedo.

D. Fuas Roupinho mandou construir a capela de Nossa Senhora da Nazaré nesse mesmo local, que ficou a ser conhecido por Memória, em homenagem ao extraordinário milagre que salvou este herói português.
Como referenciar: in Língua Portuguesa com Acordo Ortográfico [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2016. [consult. 2016-09-25 23:30:19]. Disponível na Internet: