liberdade
A liberdade consiste na ausência de qualquer coação externa, na livre condição do homem que não é escravo ou prisioneiro. Uma pessoa livre participa ativamente no que quiser e dispõe completamente da sua pessoa.
Inicialmente, a liberdade foi um estatuto, uma condição social garantida por um conjunto de direitos e deveres. Esse estatuto era um bem, que alguns tinham, no caso do amo ou cidadão, e outros não tinham, no caso dos escravos, que eram considerados utensílios privados de direitos.
Numa perspetiva filosófica, a liberdade é uma característica individual puramente psicológica e moral, embora, sem a liberdade física, a liberdade não tenha um carácter objetivo.
Os estoicos pensaram a liberdade meramente interior, sem pensar na sua condição exterior. Aquele que só depende dele e não conhece o sofrimento real ou a coação, é livre. Ou seja, a liberdade é vista como o estado ideal do ser humano que atinge a harmonia através do domínio das paixões.
Na Filosofia clássica, com Leibniz e Espinosa, a liberdade é a independência interior e a capacidade moral de se determinar somente através da razão.
Para Descartes, a liberdade pode ser dividida em dois tempos: a liberdade de indiferença, ou o poder de poder escolher e optar entre o bem e o mal, e a liberdade iluminada e inclinada para o conhecimento do bem. Mas Deus é a única entidade verdadeiramente livre.
Jean Paul Sartre atribui ao Homem o livre arbítrio, que concebe, ao mesmo tempo, como absoluta responsabilidade.
Para Rousseau, o poder de autodeterminação é incompatível com a própria existência de sociedade, já que, se cada um só fizer o que quer, pode eventualmente ir em oposição ao outro.
Tal como Rousseau, Kant defende que não há liberdade sem lei; a lei limita a liberdade mas é condição para a existência da liberdade. A liberdade é, então, o poder de obedecer à lei moral. A capacidade de se fazer o que se quer, sem coação, e o direito de não se ser coagido a fazer o que não se quer.
Para Malebranche, o Homem é livre, não no sentido de que seja capaz de produzir alguma coisa, mas no sentido de que é capaz de suspender a ação divina em si. Desta forma, a vontade, embora seja livre, não é causa produtora.
Para Raymond Aron, a única liberdade fundamental é a de não se ser impedido de fazer algo. Todas as outras liberdades são direitos.
De facto, existe um desejo humano de alcançar a liberdade, entendida como vontade. Para Nietzche, "cada qual se considera livre exatamente onde o seu sentimento de existir é mais forte.
Inicialmente, a liberdade foi um estatuto, uma condição social garantida por um conjunto de direitos e deveres. Esse estatuto era um bem, que alguns tinham, no caso do amo ou cidadão, e outros não tinham, no caso dos escravos, que eram considerados utensílios privados de direitos.
Numa perspetiva filosófica, a liberdade é uma característica individual puramente psicológica e moral, embora, sem a liberdade física, a liberdade não tenha um carácter objetivo.
Os estoicos pensaram a liberdade meramente interior, sem pensar na sua condição exterior. Aquele que só depende dele e não conhece o sofrimento real ou a coação, é livre. Ou seja, a liberdade é vista como o estado ideal do ser humano que atinge a harmonia através do domínio das paixões.
Na Filosofia clássica, com Leibniz e Espinosa, a liberdade é a independência interior e a capacidade moral de se determinar somente através da razão.
Para Descartes, a liberdade pode ser dividida em dois tempos: a liberdade de indiferença, ou o poder de poder escolher e optar entre o bem e o mal, e a liberdade iluminada e inclinada para o conhecimento do bem. Mas Deus é a única entidade verdadeiramente livre.
Jean Paul Sartre atribui ao Homem o livre arbítrio, que concebe, ao mesmo tempo, como absoluta responsabilidade.
Para Rousseau, o poder de autodeterminação é incompatível com a própria existência de sociedade, já que, se cada um só fizer o que quer, pode eventualmente ir em oposição ao outro.
Tal como Rousseau, Kant defende que não há liberdade sem lei; a lei limita a liberdade mas é condição para a existência da liberdade. A liberdade é, então, o poder de obedecer à lei moral. A capacidade de se fazer o que se quer, sem coação, e o direito de não se ser coagido a fazer o que não se quer.
Para Malebranche, o Homem é livre, não no sentido de que seja capaz de produzir alguma coisa, mas no sentido de que é capaz de suspender a ação divina em si. Desta forma, a vontade, embora seja livre, não é causa produtora.
Para Raymond Aron, a única liberdade fundamental é a de não se ser impedido de fazer algo. Todas as outras liberdades são direitos.
De facto, existe um desejo humano de alcançar a liberdade, entendida como vontade. Para Nietzche, "cada qual se considera livre exatamente onde o seu sentimento de existir é mais forte.
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Como referenciar
liberdade na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$liberdade [visualizado em 2026-06-13 15:27:58].
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