Lília da Fonseca
Poetisa, escritora e jornalista angolana, Maria Lília Valente da Fonseca Severino nasceu a 21 de maio de 1916, na cidade de Benguela.
Ainda uma menina, veio para Portugal e em Coimbra e no Porto fez os seus estudos, aprofundando a sua formação académica.
Amante do jornalismo, iniciou esta atividade colaborando com a sua escrita informativa e com os seus textos poéticos e narrativos no jornal A Província de Angola. Exerceu o cargo de diretora do jornal Magazine da Mulher e colaborou com muitos outros jornais e revistas conceituados.
Mais tarde, quando definitivamente fixou residência em Lisboa, foi redatora do jornal A Província de Angola, continuando a dar a sua colaboração a muitos outros.
Publicou o seu primeiro romance Panguila, em 1944, através do qual faz o retrato fiel da sociedade benguelense colonial da época. Sobre esta imagem, declarou a própria autora ao suplemento "Artes e Letras" do jornal A Província de Angola, em 1974, que as personagens deste romance "não são uma fotografia, mas são colhidas do real", com todos os vícios e qualidades que caracterizam a pessoa humana.
Definitivamente em Portugal, Lília da Fonseca começou a participar ativamente na vida intelectual, frequentando assiduamente os meios literários, culturais e políticos portugueses.
Embora continuando a dar a sua colaboração jornalística, é nítida uma alteração na forma como passa a assumir o ato da escrita. Na verdade, enquanto intelectual preocupada com os problemas sociais e políticos que a envolvem, o seu empenhamento vai-se refletir profundamente na sua obra literária de que é exemplo o seu romance neorrealista dos anos 50, intitulado O Relógio Parado.
Um dos nomes importantes do Movimento dos Novos Intelectuais de Angola (MNIA), criado em 1948, e que tinha como lema a máxima "Vamos descobrir Angola", a autora, juntamente com outros poetas e escritores seus contemporâneos, nomeadamente Ermelinda Xavier, Maurício de Almeida Gomes, Cochat Osório, etc., cria uma escrita singular, que focaliza a realidade angolana, a sua terra e as suas gentes, constituindo-se, então, como um primeiro alerta à necessidade de fundar uma verdadeira literatura angolana: "Ó praia de luz morena/de recorte sensual,/eu vou soprar minha avena/de inspiração tropical.(...)".
Escritora reconhecida na área da literatura infantil, escreveu também poesia e contos de que destacamos os seguintes títulos: A Mulher que amou uma sombra (1941); Panguila (1944); Poemas da Hora Presente (1958); Filha de Branco (1960) - conto; O Relógio parado (1961), entre outros.
Lília da Fonseca faleceu em 1991, em Lisboa.
Ainda uma menina, veio para Portugal e em Coimbra e no Porto fez os seus estudos, aprofundando a sua formação académica.
Amante do jornalismo, iniciou esta atividade colaborando com a sua escrita informativa e com os seus textos poéticos e narrativos no jornal A Província de Angola. Exerceu o cargo de diretora do jornal Magazine da Mulher e colaborou com muitos outros jornais e revistas conceituados.
Mais tarde, quando definitivamente fixou residência em Lisboa, foi redatora do jornal A Província de Angola, continuando a dar a sua colaboração a muitos outros.
Publicou o seu primeiro romance Panguila, em 1944, através do qual faz o retrato fiel da sociedade benguelense colonial da época. Sobre esta imagem, declarou a própria autora ao suplemento "Artes e Letras" do jornal A Província de Angola, em 1974, que as personagens deste romance "não são uma fotografia, mas são colhidas do real", com todos os vícios e qualidades que caracterizam a pessoa humana.
Definitivamente em Portugal, Lília da Fonseca começou a participar ativamente na vida intelectual, frequentando assiduamente os meios literários, culturais e políticos portugueses.
Embora continuando a dar a sua colaboração jornalística, é nítida uma alteração na forma como passa a assumir o ato da escrita. Na verdade, enquanto intelectual preocupada com os problemas sociais e políticos que a envolvem, o seu empenhamento vai-se refletir profundamente na sua obra literária de que é exemplo o seu romance neorrealista dos anos 50, intitulado O Relógio Parado.
Um dos nomes importantes do Movimento dos Novos Intelectuais de Angola (MNIA), criado em 1948, e que tinha como lema a máxima "Vamos descobrir Angola", a autora, juntamente com outros poetas e escritores seus contemporâneos, nomeadamente Ermelinda Xavier, Maurício de Almeida Gomes, Cochat Osório, etc., cria uma escrita singular, que focaliza a realidade angolana, a sua terra e as suas gentes, constituindo-se, então, como um primeiro alerta à necessidade de fundar uma verdadeira literatura angolana: "Ó praia de luz morena/de recorte sensual,/eu vou soprar minha avena/de inspiração tropical.(...)".
Escritora reconhecida na área da literatura infantil, escreveu também poesia e contos de que destacamos os seguintes títulos: A Mulher que amou uma sombra (1941); Panguila (1944); Poemas da Hora Presente (1958); Filha de Branco (1960) - conto; O Relógio parado (1961), entre outros.
Lília da Fonseca faleceu em 1991, em Lisboa.
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Como referenciar
Lília da Fonseca na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$lilia-da-fonseca [visualizado em 2026-06-06 21:19:25].
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Lília da Fonseca na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$lilia-da-fonseca [visualizado em 2026-06-06 21:19:25].