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Lua

A Lua é o único satélite natural da Terra e o astro mais próximo do nosso planeta. Descreve uma órbita elíptica em volta da Terra com uma excentricidade média e = 0,0549, em 27 dias 7h 43min 11,6s. A distância média a que se encontra da Terra é de 384 400 km. O plano definido pela órbita faz um ângulo de 5o 43´´ com a eclíptica. O seu diâmetro médio é de 3476 km, correspondendo a um diâmetro aparente médio de 31´ 26´´. A sua massa é de 7,344x1022 kg, ou seja, 1/81,301 da massa da Terra. A sua densidade média é de 3,34, pouco mais de metade da da Terra. Possui um movimento de rotação com uma particularidade notável: tem exatamente a mesma duração que a revolução em torno da Terra, o que faz com que a Lua volte sempre a mesma face para a Terra. Este sincronismo parece ser devido à atração terrestre, a qual teria feito com que, num passado longínquo, as elevadas forças de maré, produzidas pela Terra, provocassem uma lenta diminuição da velocidade de rotação da Lua, até igualar o valor da sua revolução. Rigorosamente, a rotação da Lua não é constante. Devido a vários fenómenos de atração gravitacional por parte da Terra, do Sol e dos restantes planetas, uma vez que a Lua não é perfeitamente esférica, observam-se ligeiras oscilações do globo lunar em torno da posição média, a que se o nome de liberações. Tendo em conta todos os fenómenos de liberação, um observador terrestre no seu conjunto cerca de 59% da superfície da Lua; os restantes 41% nunca são vistos da Terra.
A atração gravitacional à superfície da Lua é de cerca de 1/6 da da Terra, facto que permitiu aos astronautas do programa Apollo poderem deslocar-se sobre o solo lunar sem muitas dificuldades, apesar do enorme e pesado escafandro e das importantes reservas de oxigénio que transportavam às costas. A sua superfície é constituída por terrenos sombrios, bastante planos, a que foi dado o nome de mares, embora não tenham uma única gota de água. Existem também, em maior quantidade, terrenos mais claros e montanhosos, os continentes. Mares e continentes estão crivados de depressões circulares chamadas crateras ou circos, rodeados de montanhas que por vezes chegam aos 8200 m de altura. Essas crateras deverão ter sido formadas pelo impacto de corpos que chocaram com a superfície lunar.
Devido à quase completa ausência de atmosfera na Lua, uma amplitude térmica considerável entre a parte iluminada e a não iluminada. Na primeira o valor da temperatura é de +117 oC, enquanto que na segunda é de -171 oC, o que corresponde a uma amplitude térmica de quase 300 oC. Adicionando o facto da não existência de água à superfície da Lua, é fácil perceber a inexistência de erosão.
A atividade sísmica da Lua é pouco significativa. Foram registados sinais dessa atividade, mas com focos a profundidades na ordem dos 700 a 1000 km, contrariamente ao que acontece na Terra.
Das amostras lunares trazidas e analisadas na Terra, foram detetados apenas dois minerais desconhecidos; todos os outros eram familiares.
A Lua, após a sua individualização como astro, completada cerca de 4500 milhões de anos, sofreu uma fusão das camadas exteriores até à profundidade de pelo menos 400 km, devido à acreção de matéria e à radioatividade. Posteriormente arrefeceu e cristalizou. Os elementos mais densos ocuparam os lugares mais profundos, enquanto os mais leves (essencialmente feldspatos) flutuaram à superfície e formaram a crusta.
A origem da Lua é até hoje um enigma. Várias teorias foram formuladas, mas todas elas contêm pontos fracos para serem bem aceites. Apesar dos numerosos progressos alcançados durante os últimos 30 anos, muito ainda a fazer para um melhor conhecimento do nosso satélite.
Fases da Lua: A cada uma das sucessivas modificações que pode apresentar qualquer corpo celeste - especialmente a cada uma das aparências que nos é apresentada pela Lua - em função de como é alumiado pelo Sol, chama-se fase. Os diferentes aspetos em que a Lua pode ser vista da Terra explicam-se pelas variações de uma posição relativa, quer face à Terra quer face ao Sol. As fases da lua nova, quarto crescente, lua cheia e quarto minguante decorrem ao longo de um ciclo de lunação que dura 29 dias, 12 horas e quarenta e quatro minutos.
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Como referenciar este artigo:
Lua. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013. [Consult. 2013-05-22].
Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/$lua>.
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