magma
Material rochoso semi-fundido, provido de mobilidade e resultante da fusão das rochas da crosta e do manto superior.
A maior ou menor mobilidade do magma depende da sua viscosidade, um carácter físico que resulta tanto da pressão e da temperatura a que ele se encontra como da sua composição.
Em igualdade de pressão, a viscosidade diminui quando aumenta a temperatura (mais quente = mais fluido). Em igualdade de temperatura, a viscosidade aumenta com a pressão (mais comprimido = magma mais imobilizado). Em igualdade de pressão e temperatura, a viscosidade é regulada pela concentração de voláteis (ricos em voláteis = maior pressão interna e menor viscosidade = maior mobilidade ou fluidez).
Os diferentes tipos de rochas magmáticas podem formar-se a partir da solidificação de magmas.
Existem três tipos principais de magma, de acordo com o teor em sílica (SiO2) - o magma basáltico, o magma andesítico e o magma riolítico.
Os magmas basálticos, com origem na fusão de rochas do manto, contêm cerca de 50% de sílica e um baixo teor em gases dissolvidos. Este tipo de magma é expelido essencialmente ao longo de riftes e dos pontos quentes que se situam ao nível dos oceanos. A sua constituição varia, dependendo dos condicionalismos ambientais em que se geram, como a pressão e a temperatura. Estes magmas caracterizam-se pela viscosidade - relacionada com a densidade, a riqueza em sílica, a temperatura e a quantidade de fluidos que contêm - que determina a sua velocidade de ascensão.
Quando os magmas basálticos se acumulam em câmaras magmáticas, a profundidades de 10 a 30 km, solidificam e originam rochas plutónicas, como os gabros. Quando os magmas basálticos ascendem com uma velocidade superior à velocidade a que arrefecem, solidificam e formam rochas vulcânicas, como os basaltos.
Os magmas andesíticos, formados pela subducção de uma placa oceânica sob uma placa continental, contêm cerca de 60% de sílica e bastantes gases dissolvidos. A sua composição depende da quantidade e da qualidade do material rochoso do fundo oceânico que sofre subducção. O material de que resulta o magma andesítico inclui água, sedimentos depositados ricos em argila e material rochoso com origem na crusta oceânica e na crusta continental, que aprofunda quando a placa é subductada. A água fica sujeita a condições de pressão e temperatura elevadas, facilitando a fusão dos materiais rochosos que originam magmas com diferentes composições.
As rochas magmáticas formadas a partir de magmas andesíticos são mais ricas em sílica do que as rochas que têm origem nos magmas basálticos, e incluem um mineral do grupo dos feldspatos, a andesite. De acordo com o local em que ocorre a sua consolidação, os magmas andesíticos formam andesitos, quando consolidam à superfície ou próximo dela, ou dioritos, quando consolidam em zonas profundas. Os magmas andesíticos estão relacionados com zonas vulcânicas.
Os magmas riolíticos formam-se a partir da fusão parcial de rochas constituintes da crosta continental. Contêm cerca de 70% de sílica e um elevado teor em gases dissolvidos, uma vez que resultam de rochas ricas em água e dióxido de carbono. A presença de água nos magmas riolíticos faz baixar o ponto de fusão dos minerais. No entanto, nas zonas mais próximas da superfície - zonas de pressão mais baixa - este efeito deixa de se verificar.
Os granitos e os riólitos constituem rochas magmáticas formadas a partir do magma riolítico.
Os granitos formam-se quando o magma riolítico solidifica antes de atingir a superfície - durante a ascensão deixam de se reunir as condições que permitem o estado de fusão. Os riólitos formam-se quando o magma riolítico atinge a superfície com uma temperatura muito elevada - cerca de 800 ºC.
Os magmas riolíticos estão associados a zonas de colisão de placas continentais onde se originam cadeias montanhosas. Estes são locais onde há uma grande probabilidade de se reunirem as condições de pressão, humidade e temperatura que permitem a formação deste tipo de magmas.
Os produtos magmáticos podem, consoante a sua origem, agrupar-se nos seguintes três tipos:
- Ortomagmas. Com origem no manto superior, são magmas pobres em voláteis (1 a 2%), que cristalizam a temperaturas elevadas (700 a 1300 oC). Esta designação, porém, é considerada por alguns autores como caída em desuso, preferindo designações como mantélicos, primitivos, primários, primordiais, primigénios ou juvenis.
- Hemiortomagmas. Com origem em materiais da crosta que, tendo mergulhado em zonas profundas, foram submetidos a condições físico-químicas que lhes provocaram a fusão. São ligeiramente mais ricos em gases (1 a 4%) que os ortomagmas e cristalizam a temperaturas mais baixas (400 a 1000 oC). Autores mais recentes dão preferência a designações como crustais ou basicrustais, ou secundários.
- fracções magmáticas, que correspondem a produtos derivados dos dois tipos de magmas e que resultam das evoluções possíveis, sob condições variáveis de pressão, temperatura e composição química. Podem também resultar da contaminação ou mistura dos mais diversos tipos de materiais e nas mais variadas proporções.
A maior ou menor mobilidade do magma depende da sua viscosidade, um carácter físico que resulta tanto da pressão e da temperatura a que ele se encontra como da sua composição.
Em igualdade de pressão, a viscosidade diminui quando aumenta a temperatura (mais quente = mais fluido). Em igualdade de temperatura, a viscosidade aumenta com a pressão (mais comprimido = magma mais imobilizado). Em igualdade de pressão e temperatura, a viscosidade é regulada pela concentração de voláteis (ricos em voláteis = maior pressão interna e menor viscosidade = maior mobilidade ou fluidez).
Existem três tipos principais de magma, de acordo com o teor em sílica (SiO2) - o magma basáltico, o magma andesítico e o magma riolítico.
Os magmas basálticos, com origem na fusão de rochas do manto, contêm cerca de 50% de sílica e um baixo teor em gases dissolvidos. Este tipo de magma é expelido essencialmente ao longo de riftes e dos pontos quentes que se situam ao nível dos oceanos. A sua constituição varia, dependendo dos condicionalismos ambientais em que se geram, como a pressão e a temperatura. Estes magmas caracterizam-se pela viscosidade - relacionada com a densidade, a riqueza em sílica, a temperatura e a quantidade de fluidos que contêm - que determina a sua velocidade de ascensão.
Quando os magmas basálticos se acumulam em câmaras magmáticas, a profundidades de 10 a 30 km, solidificam e originam rochas plutónicas, como os gabros. Quando os magmas basálticos ascendem com uma velocidade superior à velocidade a que arrefecem, solidificam e formam rochas vulcânicas, como os basaltos.
Os magmas andesíticos, formados pela subducção de uma placa oceânica sob uma placa continental, contêm cerca de 60% de sílica e bastantes gases dissolvidos. A sua composição depende da quantidade e da qualidade do material rochoso do fundo oceânico que sofre subducção. O material de que resulta o magma andesítico inclui água, sedimentos depositados ricos em argila e material rochoso com origem na crusta oceânica e na crusta continental, que aprofunda quando a placa é subductada. A água fica sujeita a condições de pressão e temperatura elevadas, facilitando a fusão dos materiais rochosos que originam magmas com diferentes composições.
As rochas magmáticas formadas a partir de magmas andesíticos são mais ricas em sílica do que as rochas que têm origem nos magmas basálticos, e incluem um mineral do grupo dos feldspatos, a andesite. De acordo com o local em que ocorre a sua consolidação, os magmas andesíticos formam andesitos, quando consolidam à superfície ou próximo dela, ou dioritos, quando consolidam em zonas profundas. Os magmas andesíticos estão relacionados com zonas vulcânicas.
Os magmas riolíticos formam-se a partir da fusão parcial de rochas constituintes da crosta continental. Contêm cerca de 70% de sílica e um elevado teor em gases dissolvidos, uma vez que resultam de rochas ricas em água e dióxido de carbono. A presença de água nos magmas riolíticos faz baixar o ponto de fusão dos minerais. No entanto, nas zonas mais próximas da superfície - zonas de pressão mais baixa - este efeito deixa de se verificar.
Os granitos e os riólitos constituem rochas magmáticas formadas a partir do magma riolítico.
Os granitos formam-se quando o magma riolítico solidifica antes de atingir a superfície - durante a ascensão deixam de se reunir as condições que permitem o estado de fusão. Os riólitos formam-se quando o magma riolítico atinge a superfície com uma temperatura muito elevada - cerca de 800 ºC.
Os magmas riolíticos estão associados a zonas de colisão de placas continentais onde se originam cadeias montanhosas. Estes são locais onde há uma grande probabilidade de se reunirem as condições de pressão, humidade e temperatura que permitem a formação deste tipo de magmas.
Os produtos magmáticos podem, consoante a sua origem, agrupar-se nos seguintes três tipos:
- Ortomagmas. Com origem no manto superior, são magmas pobres em voláteis (1 a 2%), que cristalizam a temperaturas elevadas (700 a 1300 oC). Esta designação, porém, é considerada por alguns autores como caída em desuso, preferindo designações como mantélicos, primitivos, primários, primordiais, primigénios ou juvenis.
- Hemiortomagmas. Com origem em materiais da crosta que, tendo mergulhado em zonas profundas, foram submetidos a condições físico-químicas que lhes provocaram a fusão. São ligeiramente mais ricos em gases (1 a 4%) que os ortomagmas e cristalizam a temperaturas mais baixas (400 a 1000 oC). Autores mais recentes dão preferência a designações como crustais ou basicrustais, ou secundários.
- fracções magmáticas, que correspondem a produtos derivados dos dois tipos de magmas e que resultam das evoluções possíveis, sob condições variáveis de pressão, temperatura e composição química. Podem também resultar da contaminação ou mistura dos mais diversos tipos de materiais e nas mais variadas proporções.
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Como referenciar
magma na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$magma [visualizado em 2026-06-06 03:14:54].
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