Micenas, um estado guerreiro
A Civilização Micénica sobrepõe-se à Civilização Minoica a partir de 1400 a. C., ou seja, um povo guerreiro sobrepõe-se a um povo de comerciantes. Os reinos micénicos da Grécia continental e do Peloponeso desenvolveram-se a partir de 1600 a. C. (túmulos de fossa de Micenas) e consolidaram-se graças quer a um sistema administrativo e burocrático extremamente organizado com imponentes fortificações nos centros de poder quer a uma exploração em larga escala dos recursos disponíveis, nomeadamente na agricultura. O carácter fortemente guerreiro dos micénicos está bem patente na sua arquitetura, marcando um nítido contraste com as realizações artísticas do período minoico. Em vez dos pitorescos palácios minoicos, surge agora uma arquitetura pesada, fruto do desenvolvimento de técnicas de fortificar estruturas. Principalmente nos locais mais elevados e rochosos surgem palácios fortificados em conjunto com outras construções e muralhas.
Foram exímios na construção de muralhas defensivas à volta das cidades. Para a sua construção usaram grande blocos de pedra, dispostos de forma a que no seu interior fossem criados túneis. O sistema de fortalezas e muralhas com as suas torres e toda a espécie de artifícios deveria, acima de tudo, ser eficaz na defesa. Não tinham muito em conta o culto da beleza exterior dos edifícios mas mais a sua resistência face ao inimigo. Confirmando a ideia de que Micenas era essencialmente um estado guerreiro, chegou até nós a célebre Porta das Leoas - porta de acesso à cidade -, que é bem o símbolo de uma sociedade deste tipo através, justamente, da representação das leoas com o valor simbólico de proteção de ataques inimigos. Em termos artísticos, as atividades bélicas continuam presentes na pintura, onde são representadas cenas de caça e de guerreiros. Igualmente, faz parte do espólio dos enterramentos de homens micénicos uma enorme quantidade de espadas e punhais com cabos enfeitados de pedras preciosas, que se sabe terem sido elaborados por artistas cretenses. A expansão da Civilização Micénica poria em causa a talassocracia da Grécia e destruiria a herança material da Civilização Minoica que a precedeu, sinal do seu grande poder de domínio no Mar Egeu. O apogeu da Civilização Micénica, que ocorreu por volta de 1200 a. C., caracteriza-se pelo grande poderio militar e político, pelos laços comerciais que estabeleciam com povos longínquos e pelo desenvolvimento no campo das artes. Depois deste período brilhante, a Civilização Micénica entraria em decadência até 800 a. C., altura em que não puderam suportar as migrações vindas do Norte (Dóricos), resultando no abandono e destruição das grandes cidades: Micenas, Tirinto e Pilo.
Mesmo debilitados e com as suas cidades reduzidas a aldeias, o seu espírito guerreiro não deixou de resistir. Como tal, encontramos um contingente de tropas micénicas que combateram na batalha de Termópilas em 480 a. C. e outro na batalha de Plateias em 479 a. C. Acabaram por ser derrotados por Argos em 468 a. C.
Mesmo debilitados e com as suas cidades reduzidas a aldeias, o seu espírito guerreiro não deixou de resistir. Como tal, encontramos um contingente de tropas micénicas que combateram na batalha de Termópilas em 480 a. C. e outro na batalha de Plateias em 479 a. C. Acabaram por ser derrotados por Argos em 468 a. C.
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Como referenciar
Micenas, um estado guerreiro na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$micenas-um-estado-guerreiro [visualizado em 2026-06-14 04:10:36].
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