mitologia turca e mongol
Crê-se que o sistema religioso ou mitológico destes povos que se estenderam da China aos Balcãs e às regiões eslavas data da Pré-História, tendo-se assemelhado em determinada altura da sua história às religiões cita e dos Hiong-nu (China). O deus supremo turco-mongol, associado ao céu, tinha a designação de Tengri, e a ele eram dedicados sacrifícios de animais; as outras divindades associavam-se à água, às montanhas, à terra, aos rios e às fontes. Os espíritos e divindades eram alvo de orações, ofertas, peregrinações, lutas entre animais, corridas (tal como acontecia nos jogos romanos) e aspersões cerimoniais de kumis e leite. Era comum, segundo alguns relatos medievais, as casas terem estatuetas em madeira, feltro ou panos que se cria propiciarem o crescimento dos animais domésticos e a abundância de leite, substância essencial para a subsistência destes povos. Estas imagens, representativas da fecundidade, da terra e dos antepassados, eram aspergidas ritualmente com kumis e leite.
Pensa-se que também alguns astros, em particular, eram venerados, como a Lua, o Sol e Vénus (que também teve o nome de Erklik). Tal como em algumas das mitologias da África ocidental, a placenta, símbolo da origem, teve um papel relevante, neste caso representado pela deusa da fecundidade Umay. Na Ásia central, o deus principal era frequentemente considerado como uma entidade que se formava através da emanação de tudo o que existe no Universo.
Uma das características mais marcantes da prática religiosa destes povos foi o xamanismo, estando o xamã estreitamente ligado ao fogo. Por outro lado, existiram também astrólogos, arúspices e yadadji (que com um bezoar - cálculo intestinal de cavalo - convocavam as tempestades).
Na Idade Média, com a importância progressiva que foram ganhando algumas religiões, os Turcos escolheram na sua maioria converter-se ao Islamismo e Mongóis adotaram o Budismo, que, contudo, praticaram com características das suas antigas formas religiosas. Estas mudanças religiosas deram-se em alturas diferentes para diferentes grupos étnicos, chegando a praticar alguns deles a religião primitiva até ao século XX (caso dos Yacutos da Sibéria e dos Tártaros de Altai, por exemplo). Além do Budismo e do Islamismo, também influências cristãs, iranianas e gregas contribuíram ao longo dos tempos para as práticas religiosas turco-mongóis.
Pensa-se que também alguns astros, em particular, eram venerados, como a Lua, o Sol e Vénus (que também teve o nome de Erklik). Tal como em algumas das mitologias da África ocidental, a placenta, símbolo da origem, teve um papel relevante, neste caso representado pela deusa da fecundidade Umay. Na Ásia central, o deus principal era frequentemente considerado como uma entidade que se formava através da emanação de tudo o que existe no Universo.
Uma das características mais marcantes da prática religiosa destes povos foi o xamanismo, estando o xamã estreitamente ligado ao fogo. Por outro lado, existiram também astrólogos, arúspices e yadadji (que com um bezoar - cálculo intestinal de cavalo - convocavam as tempestades).
Na Idade Média, com a importância progressiva que foram ganhando algumas religiões, os Turcos escolheram na sua maioria converter-se ao Islamismo e Mongóis adotaram o Budismo, que, contudo, praticaram com características das suas antigas formas religiosas. Estas mudanças religiosas deram-se em alturas diferentes para diferentes grupos étnicos, chegando a praticar alguns deles a religião primitiva até ao século XX (caso dos Yacutos da Sibéria e dos Tártaros de Altai, por exemplo). Além do Budismo e do Islamismo, também influências cristãs, iranianas e gregas contribuíram ao longo dos tempos para as práticas religiosas turco-mongóis.
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Como referenciar
mitologia turca e mongol na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$mitologia-turca-e-mongol [visualizado em 2026-06-09 12:47:24].
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