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Montenegro

Geografia
A República de Montenegro situa-se no Sudeste da Europa, na península balcânica, na orla do mar Adriático e no limite meridional dos Alpes Dináricos. Faz fronteira com a Albânia a sul, com o Kosovo a sudeste, com a Bósnia-Herzegovina a oeste e norte, com a Sérvia a nordeste, e é banhado pelo mar Adriático a sudoeste.
A sua superfície é de cerca de 14 026 km2, sendo a área terrestre predominantemente montanhosa. As principais cidades são a capital, Podgorica (antiga Titogrado), com 141 400 habitantes (2004), Cetinje (18 749 hab., 2003), Bar (45 223 hab., 2003), Budva (16 095 hab., 2003), Pljevlja (36 918 hab., 2003) e Herceg Novi (33 971 hab., 2003).

Clima
O clima é mediterrânico: invernos frios, com nevões, e verões quentes e secos.

População
Possui uma população de cerca de 630 548 habitantes (2004) o que corresponde a uma densidade populacional de 44,9 hab./km2.
As taxas de natalidade e de mortalidade são, respetivamente, de 12,6%o e 9,2%o, e a esperança média de vida é de 75 anos. Nem o valor do Índice do Desenvolvimento Humano (IDH) nem o valor do Índice de Desenvolvimento ajustado ao Género (IDG) foram atribuídos (2001).
Em termos étnicos, predominam os montenegrinos, com 43% da população, seguidos dos sérvios (32%), dos bósnios (8%) e dos albaneses (5%). A restante população é composta por grupos minoritários como os muçulmanos, ciganos e croatas.
As principais religiões são a ortodoxa sérvia, a muçulmana e a católica. A língua oficial do Montenegro é o sérvio.

Economia
Os setores dominantes da economia montenegrina são o secundário – com a indústria do alumínio – e o terciário – em que, para além do setor bancário, predomina o interesse pelo desenvolvimento do turismo. No setor primário, predominam as culturas do grão, batata, citrinos e tabaco, assim como a pastorícia.

História
Montenegro fez parte da Sérvia no século XII até esta ter sido derrotada pelos Turcos em 1389, tendo sido obrigado a ceder à autoridade turca no século XV. A seguir a 1516, o território foi governado por um bispado, eleito por assembleias populares. Os Montenegrinos continuaram a lutar contra Turcos e Albaneses e, depois de 1711, fizeram uma aliança com os Russos. Tornou-se um país autónomo depois do Tratado de Berlim, em 1878, mas, devido à resistência albanesa no sul do território, a autonomia só foi realmente atingida em 1880.
O país foi governado entre 1860 e 1918 por Nicolau I, que se autoproclamou rei do Montenegro em 1910. Posteriormente participou na Guerra dos Balcãs, em 1912 e 1913, aliando-se à Sérvia na luta contra o velho inimigo turco. Como resultado da guerra, o Montenegro estendeu o seu território para norte e leste, ficando com fronteira comum com a Sérvia. Quando em novembro de 1918 as forças austro-húngaras se preparavam para a retirada, depois de terem deixado o território devastado, este foi tomado pelas tropas sérvias. Depois desta notícia, a Assembleia Nacional resolveu destronar o rei Nicolau I e o Montenegro foi absorvido pela Sérvia.
Em abril de 1941 as tropas italianas ocuparam algumas partes do Montenegro e o conflito prolongou-se até 1944 quando partidários comunistas, munidos de equipamento e armas britânicas, controlaram a seu favor esta luta. O comunismo tinha prevalecido desde 1918. Apesar de virtualmente não existir indústria e proletariado urbano, esta corrente ideológica ganhou prestígio sobretudo devido à identificação com a Rússia. Em 1946 o Montenegro passou a fazer parte da Jugoslávia.
Em 1989 os líderes do Partido Comunista resignaram-se aos protestos em massa. A república realizou eleições multipartidárias pela primeira vez em 1990. Os comunistas permaneceram no poder e mantiveram-se fiéis à Sérvia. O Montenegro aprovou um plano sérvio para a constituição da Federação Jugoslava que incluía a Sérvia, o Montenegro, a Bósnia e a Herzegovina, em agosto de 1991. Com a desintegração da antiga Jugoslávia, em 1991-1992, Montenegro foi a única república que permaneceu ao lado da Sérvia na Federação Jugoslava. A 14 de março de 2002 foi assinado um acordo entre a Sérvia e o Montenegro que previa a reorganização da Federação Jugoslava em Estado da Sérvia e Montenegro. Nesse acordo, que entrou em vigor em fevereiro de 2003, ficou estabelecido que ao fim de três anos, se ambas as repúblicas assim o desejassem, poderiam tornar-se Estados independentes, o que acabaria por efetivamente acontecer em junho de 2006.

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