Mosteiro de Santa Clara (Funchal)
O Mosteiro de Santa Clara foi mandado construir nos finais do século XV (1492-1497) por João Gonçalves da Câmara, filho do navegador e primeiro capitão donatário da ilha da Madeira, João Gonçalves Zarco. Várias reformas artísticas posteriores modificaram a traça original do edifício.
Com o decreto da extinção das casas religiosas em 1834 fica o mosteiro a cargo do Estado, passando a funcionar aí um colégio feminino orientado por franciscanas, até à sua expulsão pelos republicanos em 1910. Passadas duas décadas voltam as monjas Franciscanas para este local, desta vez ficando encarregues da administração de uma creche.
A fachada de Santa Clara mostra uma torre erguida no período maneirista. De planta quadrangular dividida em três andares com alturas desiguais, a torre é marcada por cornijas e rasgada nos andares superiores por janelas, enquanto o inferior apresenta olhais; a sua cobertura é feita por cúpula de oito faces, forradas de azulejos.
O portal principal, uma construção gótica, é aberto na parede lateral, de acordo com a tipologia construtiva da ordem das freiras clarissas. Compõe-se o portal por duas arquivoltas seguidas de colunelos capitelizados com ornatos de cariz vegetalista. Um pequeno friso de azulejos do século XVIII, sobrepujado de singelas janelas, completa a fachada.
A igreja é de nave única e está revestida por azulejos quinhentistas e seiscentistas, apenas quebrados na porta de entrada, a Sul e a Norte, pelos dois altares em talha barroca dourada e policroma.
As estruturas retabulares, que revestem as paredes da capela-mor, são compostas por pares de colunas coríntias, a enquadrar diversas telas de temas sagrados, e forte entablamento rematado por elevados frontões. Uma Crucificação é o tema narrado pela pintura inserida sobre o arco triunfal, onde elementos rocaille revestem a moldura de linhas classicizantes. A cobertura é de madeira, tripartida, formada por caixotões que encerram decoração simbólica envolta por cartelas.
No altar-mor encontramos a mesma combinação de elementos decorativos do barroco final e outros de traço neoclássico. Uma Assunção da Virgem, pintada por Alfredo Miguéis no século XX, preenche o espaço central do retábulo. É de salientar, ainda no altar-mor, o magnífico sacrário de prata.
O topo de ambos os coros encontra-se forrado a azulejos do século XVII. No coro baixo, amplo e gradeado, para além do discreto cadeiral, existe um órgão do século XV e uma escultura barroca de Cristo crucificado. Por sua vez, o coro alto é profundamente marcado pela presença dos magníficos exemplares de azulejos hispano-árabes. Ao lado do coro baixo localiza-se o arcossólio de arquivoltas quebradas que alberga o túmulo gótico de João Gonçalves Zarco.
Do singelo e harmonioso claustro quatrocentista subsiste apenas uma capela, com os seus azulejos e diversas pinturas, para além de alguns arcos góticos.
Com o decreto da extinção das casas religiosas em 1834 fica o mosteiro a cargo do Estado, passando a funcionar aí um colégio feminino orientado por franciscanas, até à sua expulsão pelos republicanos em 1910. Passadas duas décadas voltam as monjas Franciscanas para este local, desta vez ficando encarregues da administração de uma creche.
A fachada de Santa Clara mostra uma torre erguida no período maneirista. De planta quadrangular dividida em três andares com alturas desiguais, a torre é marcada por cornijas e rasgada nos andares superiores por janelas, enquanto o inferior apresenta olhais; a sua cobertura é feita por cúpula de oito faces, forradas de azulejos.
O portal principal, uma construção gótica, é aberto na parede lateral, de acordo com a tipologia construtiva da ordem das freiras clarissas. Compõe-se o portal por duas arquivoltas seguidas de colunelos capitelizados com ornatos de cariz vegetalista. Um pequeno friso de azulejos do século XVIII, sobrepujado de singelas janelas, completa a fachada.
A igreja é de nave única e está revestida por azulejos quinhentistas e seiscentistas, apenas quebrados na porta de entrada, a Sul e a Norte, pelos dois altares em talha barroca dourada e policroma.
As estruturas retabulares, que revestem as paredes da capela-mor, são compostas por pares de colunas coríntias, a enquadrar diversas telas de temas sagrados, e forte entablamento rematado por elevados frontões. Uma Crucificação é o tema narrado pela pintura inserida sobre o arco triunfal, onde elementos rocaille revestem a moldura de linhas classicizantes. A cobertura é de madeira, tripartida, formada por caixotões que encerram decoração simbólica envolta por cartelas.
No altar-mor encontramos a mesma combinação de elementos decorativos do barroco final e outros de traço neoclássico. Uma Assunção da Virgem, pintada por Alfredo Miguéis no século XX, preenche o espaço central do retábulo. É de salientar, ainda no altar-mor, o magnífico sacrário de prata.
O topo de ambos os coros encontra-se forrado a azulejos do século XVII. No coro baixo, amplo e gradeado, para além do discreto cadeiral, existe um órgão do século XV e uma escultura barroca de Cristo crucificado. Por sua vez, o coro alto é profundamente marcado pela presença dos magníficos exemplares de azulejos hispano-árabes. Ao lado do coro baixo localiza-se o arcossólio de arquivoltas quebradas que alberga o túmulo gótico de João Gonçalves Zarco.
Do singelo e harmonioso claustro quatrocentista subsiste apenas uma capela, com os seus azulejos e diversas pinturas, para além de alguns arcos góticos.
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Como referenciar
Mosteiro de Santa Clara (Funchal) na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$mosteiro-de-santa-clara-(funchal) [visualizado em 2026-06-12 16:11:44].
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