motivação
A motivação é uma espécie de força interna que regula e sustenta, todas as importantes ações humanas e animais dirigidas para a concretização de um fim ou objetivo.
Todos nós temos objetivos e podemos obtê-los de diferentes maneiras. Há uma orientação de condutas para atingir uma meta, com vista à satisfação de uma necessidade. Por exemplo, um indivíduo não come quando tem alimento, ele come quando tem fome. Ao consumir as reservas alimentares, o organismo reclama nova ingestão de alimento. Depois de o alcançar e de o ingerir o organismo sente-se reequilibrado, desaparecendo a tensão inicial.
No comportamento motivado encontra-se uma sequência, ou ciclo motivacional, que é constituída por cinco elementos: a necessidade; o impulso; a resposta; o objetivo; e o alívio.
A necessidade ou carência explica-se como um estado de desequilíbrio provocado por carência ou privação. Por exemplo, uma força que move o indivíduo para obter alimento. O impulso é caracterizado por um estado energético capaz de ativar e dirigir o comportamento. A resposta é a atividade desenvolvida ou desencadeada pelo impulso. Um exemplo de uma resposta será a procura de alimento. O objetivo diz respeito à meta que se procura atingir.
É constituído pelo conjunto de meios que permitem reduzir ou eliminar o impulso, por exemplo, no caso que está a ser dado da fome, o objetivo será a ingestão de alimento. Por último, na sequência motivacional, ocorre ainda a fase da saciedade ou alívio, referindo-se à redução ou eliminação da necessidade e do impulso. No exemplo apresentado, depois de o alimento ser ingerido, ou seja, depois do objetivo ser concretizado, a fome desaparece, provocando uma sensação de alivio e de conforto.
As fases que compõem o ciclo motivacional permitem-nos compreender o comportamento motivado, isto é, o comportamento ativado e dirigido para um fim.
O facto de existir uma extrema diversidade de motivos, e de eles interferirem reciprocamente uns sobre os outros, torna difícil a tarefa de definir e de classificar, de uma forma exata, as diferentes motivações. Contudo, de um modo geral, as classificações existentes apontam uma diferenciação entre motivações inatas (primárias, fisiológicas, intrínsecas ou individuais) e motivações adquiridas (secundárias, psicológicas, extrínsecas ou sociais). Na prática, é difícil discriminar numa conduta, onde acaba o inato e começa o adquirido ou, ainda, o que é de natureza individual ou um reflexo social.
A fome, a sede, o impulso sexual e o impulso maternal, são alguns exemplos classificados como motivação inata ou primária, porque ocorrem a partir de necessidades físicas não apreendidas e necessárias à sobrevivência do seres humanos.
Alguns exemplos classificados no tipo de motivação adquirida são: a afiliação (força atrativa que une os indivíduos e lhes confere o sentimento de pertença ao grupo), o contacto social (ou gregarismo, impulso para um indivíduo se juntar a outrém), e o poder e a dominação (a necessidade dos indivíduos manterem e ampliarem o seu estatuto social assenta, muitas vezes, no desejo de se imporem e mesmo de exercerem domínio sobre os outros).
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