Mundialização
Processo histórico, com incidência política, económica, cultural, tecnológica, etc., acelerado na segunda metade do século XX, que representa a consciência de que os fenómenos se apresentam inter-relacionados, independentemente das fronteiras territoriais, das diferenças étnicas ou linguísticas, etc.
Para este fenómeno terá contribuído uma série de fatores, como a emergência e o desenvolvimento de organizações transnacionais (de que são exemplos a ONU, a União Europeia, a UEO e a NATO), o incremento das vias de comunicação entre os vários países e regiões, a expansão das telecomunicações e das tecnologias de informação, a vigência de certos princípios políticos (direitos humanos, assistência humanitária) e o acesso generalizado à (mesma) informação.
Especificamente, na área económica, o fenómeno da mundialização teve como consequência a globalização dos mercados. Esta tem ainda algumas causas próprias do meio económico, como sejam a facilidade e rapidez com que os capitais são movimentados, a necessidade de as empresas obterem economias de escala e o incremento de processos de integração económica (como a União Europeia, o NAFTA e o MERCOSUL), não sendo também indiferentes os avanços nas negociações do GATT.
A globalização consiste então no seguinte: apesar das diferenças de valores e de características de cada país ou região (que implicam atitudes culturais também distintas), tem-se verificado que as preferências dos consumidores se têm padronizado. Isto é verdade, pelo menos, para certas classes de produtos (de luxo e que satisfaçam consumidores com necessidades muito semelhantes - ou seja, os produtos universais). A principal característica da globalização é, portanto, a crescente homogeneidade das preferências dos consumidores (e, por isso, dos seus padrões de consumo).
Para as empresas, tudo isto acarreta consequências evidentes, mesmo ao nível das suas operações diárias. Por um lado, passam a ter a necessidade de integrar as suas atividades a nível mundial. É, pois, mais do que de um processo de internacionalização que se trata: essas atividades passam a ser organizadas à escala mundial, como se o mundo fosse um único país (pode aqui lembrar-se a noção de aldeia global). Por outro, este processo gera a necessidade de se processar a adaptações pontuais dos produtos aos mercados regionais específicos que as empresas pretendem atingir.
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