Muralhas de Viseu
Poucos são os vestígios que subsistem das antigas defesas medievais da cidade de Viseu. Apenas alguns trechos testemunham ainda a sua anterior grandeza e poderio. Afastada dos confrontos decisivos da Reconquista Cristã, Viseu absorveu a cerca e o castelo medievais, reaproveitando parte da sua pedra para edificar outras construções.
Esta desproteção seria fatal em certos momentos da vida da cidade. Com efeito, ao longo do desastroso reinado de D. Fernando I, Portugal e Castela entram em conflito por três vezes. Esta importante cidade da Beira Alta é atacada nos anos de 1372-73, voltando a ser assediada mais três vezes nos anos de 1385, 1396 e 1398, até que a paz é estabelecida, em definitivo, em 1411. Deste modo, a vulnerabilidade de Viseu ficara claramente demonstrada. No ano de 1415, D. João I atribui ao seu filho D. Henrique o ducado de Viseu, concedendo-lhe a doação da alcaidaria desta cidade. Durante o reinado do mestre de Avis, uma nova muralha rasgada por sete portas toma forma em Viseu, embora a estrutura só estivesse terminada no período de D. Afonso V. Contudo, a sua importância militar decresce logo no século XVI, ao mesmo tempo que cresce a importância económica e social do burgo viseense. A cidade cresce para além das muralhas e o processo de ruína e desmantelamento das muralhas desenvolve-se, sustido apenas no presente século. Para a preservação destas muito contribuiu a sua classificação como Monumento Nacional.
Os poderosos trechos da velha muralha do século XV delimitavam e protegiam o burgo medieval de Viseu, embora não se consiga traçar, atualmente, todo o seu perímetro defensivo.
O que permanece dos seus panos de muralha estende-se nas proximidades da Rua Silva Gaio, acompanhando as curvas de nível do acidentado terreno urbano. Estas prolongam-se até ao Adro da Sé e sustentam ainda um dos muros da Casa do Adro. Outros troços de menor importância subsistem ainda diluídos por entre o casario e as estreitas ruelas medievais. No entanto, os trechos de maior destaque são aqueles que compreendem alguns portais quatrocentistas, desenhados por arcos do gótico ogival, como são o caso da Porta dos Cavaleiros, virada a nascente, ou ainda a Porta de Soar, situada a poente e ostentando o brasão régio de Portugal - onde se integra nas muralhas um elegante balcão fenestrado. Os vestígios da muralha viseense são ainda assinalados num outro trecho denominado "Porta de N. Sra. da Piedade" ou "Porta das Angústias", estrutura que tem acoplada as escadarias que conduziam à barbacã defensiva.
Esta desproteção seria fatal em certos momentos da vida da cidade. Com efeito, ao longo do desastroso reinado de D. Fernando I, Portugal e Castela entram em conflito por três vezes. Esta importante cidade da Beira Alta é atacada nos anos de 1372-73, voltando a ser assediada mais três vezes nos anos de 1385, 1396 e 1398, até que a paz é estabelecida, em definitivo, em 1411. Deste modo, a vulnerabilidade de Viseu ficara claramente demonstrada. No ano de 1415, D. João I atribui ao seu filho D. Henrique o ducado de Viseu, concedendo-lhe a doação da alcaidaria desta cidade. Durante o reinado do mestre de Avis, uma nova muralha rasgada por sete portas toma forma em Viseu, embora a estrutura só estivesse terminada no período de D. Afonso V. Contudo, a sua importância militar decresce logo no século XVI, ao mesmo tempo que cresce a importância económica e social do burgo viseense. A cidade cresce para além das muralhas e o processo de ruína e desmantelamento das muralhas desenvolve-se, sustido apenas no presente século. Para a preservação destas muito contribuiu a sua classificação como Monumento Nacional.
Os poderosos trechos da velha muralha do século XV delimitavam e protegiam o burgo medieval de Viseu, embora não se consiga traçar, atualmente, todo o seu perímetro defensivo.
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Como referenciar
Muralhas de Viseu na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$muralhas-de-viseu [visualizado em 2026-06-10 02:58:01].
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