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NATO

A sigla NATO corresponde à expressão inglesa North Atlantic Treaty Organization (Organização do Tratado do Atlântico Norte, também OTAN). A organização foi criada em 1949, no contexto da Guerra Fria, com o objetivo de constituir uma frente oposta ao bloco comunista, que, aliás, poucos anos depois lhe haveria de contrapor o Pacto de Varsóvia. Desta forma, a NATO tinha, na sua origem, um significado e um objetivo paralelos, no domínio político-militar, aos do Plano Marshall no domínio político-económico.
Os estados signatários do tratado de 1949 estabeleceram um compromisso de cooperação estratégica em tempo de paz e contraíram uma obrigação de auxílio mútuo em caso de ataque a qualquer dos países-membros. Os estados que integram a NATO são a Alemanha (antes da reunificação alemã, a República Federal da Alemanha), a Bélgica, o Canadá, a Dinamarca, a Espanha, os Estados Unidos da América (desde sempre o país mais influente do ponto de vista político e militar, e o principal financiador das atividades da organização), a França, a Grécia, a Holanda, a Islândia, a Itália, o Luxemburgo, a Noruega, Portugal, o Reino Unido e a Turquia.
Com o desmoronamento do Bloco de Leste no final dos anos 80, surgiu a necessidade de redefinição do papel da NATO no contexto da nova ordem internacional, pois o motivo que motivou o aparecimento da organização e o objetivo que a norteou durante quatro décadas desapareceram subitamente. A organização dedicou-se, pois, a esta nova tarefa, com o objetivo de se tornar o eixo da política de segurança de toda a Europa (isto é, considerando também os países que antes formavam o bloco adversário) e América do Norte. Assim, começou a tratar-se do alargamento a leste (considerando, nomeadamente, a adesão da Polónia, da Hungria e da República Checa) e, em 1997, criou-se o Conselho de Parceria Euro-Atlântica, um órgão consultivo e de coordenação onde têm também assento os países aliados da NATO, incluindo os países da Europa de Leste que desagrada à Rússia ver afastar-se da sua esfera de influência. Em março de 1999, formalizou-se a adesão da Hungria, da Polónia e da República Checa, três países do antigo Pacto de Varsóvia.
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