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Novela de cavalaria

Género medieval cuja origem não é ainda certa, embora se aponte a França e a Inglaterra como seu berço.
Foi introduzida em Portugal no reinado de D. Afonso III, no século XIII, quando se traduziu para português A Demanda do Santo Graal. A matéria destas novelas está dividida em três ciclos:
1 - Ciclo bretão ou arturiano, que assenta no rei Artur e seus cavaleiros como figuras centrais;2 - Ciclo carolíngeo, que se desenvolve à volta de Carlos Magno e seus pares;3 - Ciclo clássico, que abrange figuras da Antiguidade Clássica.Destes três ciclos, apenas o arturiano marcou presença em Portugal e segundo J. P. Coelho, in obra citada, a tradução de algumas destas obras teria influenciado "não só os hábitos e costumes da sociedade medieval portuguesa, mas também a atividade literária".
No século XVI, este género literário continua a ser cultivado com muita incidência, embora adaptado à nova visão do mundo veiculada pelo Humanismo. Assim, em Portugal, escrevem-se novelas em português, nomeadamente A Crónica do Imperador Clarimundo, de João de Barros, O Palmeirim de Inglaterra, de Francisco Morais, O Memorial das Proezas da Segunda Távola Redonda, de Jorge Ferreira de Vasconcelos, etc., que refletem a postura épica e a euforia da expansão lusa, nacionalizando-se, desta forma, o género em termos linguísticos e temáticos.

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