pedofilia
A pedofilia é um desvio sexual caracterizado por envolver pensamentos e fantasias eróticas repetitivas ou atividade sexual com uma criança pré-púbere.
Está muito comummente associada a casos de incesto, ou seja, a maioria dos casos de pedofilia envolve pessoas da mesma família (pais/padrastos com os filhos). O indivíduo com pedofilia deve ter 16 anos ou mais e ser pelo menos cinco anos mais velho que a criança. Os pedófilos geralmente relatam uma atração por crianças de uma determinada faixa etária. Alguns preferem rapazes, outros sentem maior atração por raparigas e outros são excitados tanto por uns como por outros. Alguns indivíduos com pedofilia sentem atração sexual exclusivamente por crianças (tipo exclusivo), enquanto outros às vezes sentem atração por adultos (tipo não-exclusivo).
Estas atividades são geralmente explicadas com desculpas ou racionalizações de que possuem "valor educativo" para a criança, de que esta obtém "prazer sexual" com os atos praticados ou de que a criança foi "sexualmente provocante". Alguns indivíduos com pedofilia ameaçam a criança para evitar a revelação de seus atos.
Dentro de todas as perversões, a pedofilia é a que gera mais sentimentos de aversão nos terapeutas. Ao realizar os seus desejos sexuais, o pedófilo causa danos irreversíveis na criança.
Segundo Fenichel, em 1945, a pedofilia representa uma escolha de objeto narcisista, ou seja, o pedófilo vê a criança como uma imagem especulativa de si mesmo quando criança. Realmente, na prática clínica observa-se que muitos pedófilos sofrem de patologias de carácter narcisista. A atividade sexual com crianças pode elevar a baixa autoestima do pedófilo.
Muitas vezes, os pedófilos foram vítimas de abuso sexual em criança e assim, repetem e vingam o seu sofrimento infligindo a outros algo que já sofreram. Um sentimento de poder e triunfo pode acompanhar a transformação de um trauma passivo numa atitude ativa.
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