Plutão (astronomia)
Plutão, planeta anão do Sistema Solar, foi durante mais de 70 anos considerado como um planeta principal, ocupando o nono lugar na ordem das distâncias ao Sol.
No entanto, devido às suas pequenas dimensões e, sobretudo, ao facto de não se encaixar na nova definição de planeta, a União Astronómica Internacional acabaria, em agosto de 2006, por considerar mais correto classificá-lo como um planeta anão.
Das novas regras definidas para a classificação de um planeta - deve orbitar em torno do Sol, deve ser suficientemente grande para que a força gravitacional lhe confira uma forma aproximadamente esférica e não deve ter outros objetos celestes na sua vizinhança mais próxima - Plutão não cumpre a última pois encontra-se no meio de diversos corpos celestes na cintura de Kuiper, uma cintura de asteroides para além de Neptuno.
Antes destas descobertas e alterações, porém, sugeriu-se que ele fosse o principal representante da cintura de Kuiper. Sugeriu-se, também, que Plutão seria um antigo satélite de Neptuno, assim como Tritão: ambos descreviam uma órbita normal em torno de Neptuno, no sentido direto. No decorrer do seu movimento, os dois satélites teriam passado muito perto um do outro e devido a grandes perturbações gravitacionais Plutão teria sido ejetado, transformando-se num planeta, ao passo que a órbita de Tritão teria sofrido modificações tais que teria adquirido uma translação retrógrada.
Plutão tem duas características orbitais distintas das dos planetas principais do Sistema Solar: uma excentricidade muito elevada (e = 0,246) e o plano definido pela sua órbita faz um ângulo de 17º com o plano da eclíptica. Descreve uma órbita em torno do Sol em 247,9 anos terrestres e a sua distância ao Sol varia entre 4437 e 7376 milhões de km. Assim, há alturas em que Plutão se aproxima mais do Sol do que Neptuno. Um período dessa natureza teve início em setembro de 1989 e terminou em março de 1999. A partir daí, Plutão voltou, relativamente aos planetas principais, a ocupar o último lugar do Sistema Solar.
O seu diâmetro é de aproximadamente 2302 km e estima-se que a sua massa seja cerca de 0,0022 vezes a Terra (aproximadamente um quarto da massa da Lua). O seu diâmetro aparente é de 0,23´´(arcos de segundo). A sua densidade média é de cerca de 2,0 g/cm3. Pensa-se que Plutão possui uma camada superficial de metano e amoníaco congelados, com 700 km de espessura, envolvida por uma atmosfera à base de metano e néon. O núcleo deverá ser rochoso e estará envolvido por um grande manto de água congelada. A temperatura à superfície será, no máximo, de -223 ºC.
Um facto estranho tem até hoje intrigado os investigadores: há uma variação do seu brilho intrínseco num período de 6 dias 9 h 17 min 16 s (que corresponde ao período de rotação do planeta, que se dá no sentido retrógrado). Admite-se que o astro tenha uma distribuição irregular e um pouco exótica de partes brilhantes e escuras, possivelmente resultantes de elevações e depressões.
Plutão possui pelo menos três satélites: Caronte, descoberto em 1978, que efetua uma órbita circular de 11 000 km de raio, no sentido retrógrado, com um período de rotação igual ao da rotação de Plutão (6 dias 9 h 17 min 16 s) e densidade idêntica à do mesmo planeta; e Nix e Hydra, duas luas, menores que Caronte, descobertas em 2005 pelo telescópio espacial Hubble.
No entanto, devido às suas pequenas dimensões e, sobretudo, ao facto de não se encaixar na nova definição de planeta, a União Astronómica Internacional acabaria, em agosto de 2006, por considerar mais correto classificá-lo como um planeta anão.
Das novas regras definidas para a classificação de um planeta - deve orbitar em torno do Sol, deve ser suficientemente grande para que a força gravitacional lhe confira uma forma aproximadamente esférica e não deve ter outros objetos celestes na sua vizinhança mais próxima - Plutão não cumpre a última pois encontra-se no meio de diversos corpos celestes na cintura de Kuiper, uma cintura de asteroides para além de Neptuno.
Antes destas descobertas e alterações, porém, sugeriu-se que ele fosse o principal representante da cintura de Kuiper. Sugeriu-se, também, que Plutão seria um antigo satélite de Neptuno, assim como Tritão: ambos descreviam uma órbita normal em torno de Neptuno, no sentido direto. No decorrer do seu movimento, os dois satélites teriam passado muito perto um do outro e devido a grandes perturbações gravitacionais Plutão teria sido ejetado, transformando-se num planeta, ao passo que a órbita de Tritão teria sofrido modificações tais que teria adquirido uma translação retrógrada.
Plutão tem duas características orbitais distintas das dos planetas principais do Sistema Solar: uma excentricidade muito elevada (e = 0,246) e o plano definido pela sua órbita faz um ângulo de 17º com o plano da eclíptica. Descreve uma órbita em torno do Sol em 247,9 anos terrestres e a sua distância ao Sol varia entre 4437 e 7376 milhões de km. Assim, há alturas em que Plutão se aproxima mais do Sol do que Neptuno. Um período dessa natureza teve início em setembro de 1989 e terminou em março de 1999. A partir daí, Plutão voltou, relativamente aos planetas principais, a ocupar o último lugar do Sistema Solar.
O seu diâmetro é de aproximadamente 2302 km e estima-se que a sua massa seja cerca de 0,0022 vezes a Terra (aproximadamente um quarto da massa da Lua). O seu diâmetro aparente é de 0,23´´(arcos de segundo). A sua densidade média é de cerca de 2,0 g/cm3. Pensa-se que Plutão possui uma camada superficial de metano e amoníaco congelados, com 700 km de espessura, envolvida por uma atmosfera à base de metano e néon. O núcleo deverá ser rochoso e estará envolvido por um grande manto de água congelada. A temperatura à superfície será, no máximo, de -223 ºC.
Um facto estranho tem até hoje intrigado os investigadores: há uma variação do seu brilho intrínseco num período de 6 dias 9 h 17 min 16 s (que corresponde ao período de rotação do planeta, que se dá no sentido retrógrado). Admite-se que o astro tenha uma distribuição irregular e um pouco exótica de partes brilhantes e escuras, possivelmente resultantes de elevações e depressões.
Plutão possui pelo menos três satélites: Caronte, descoberto em 1978, que efetua uma órbita circular de 11 000 km de raio, no sentido retrógrado, com um período de rotação igual ao da rotação de Plutão (6 dias 9 h 17 min 16 s) e densidade idêntica à do mesmo planeta; e Nix e Hydra, duas luas, menores que Caronte, descobertas em 2005 pelo telescópio espacial Hubble.
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Como referenciar
Plutão (astronomia) na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$plutao-(astronomia) [visualizado em 2026-06-12 20:40:06].
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