Poesia satírica
A literatura medieval portuguesa testemunha uma vocação satírica cultivada desde os cancioneiros primitivos até à poesia palaciana.
Na lírica trovadoresca galego-portuguesa, as cantigas de escárnio e maldizer, visando com frequência certas personagens como jograis, soldadeiras, clérigos, fidalgos, plebeus nobilitados, satirizam certos aspetos da vida da corte, circunstâncias políticas, situações anedóticas e picarescas que apresentam uma ridicularização do amor cortês.
Menos licenciosa, a poesia satírica do Cancioneiro Geral, assumindo também a sátira à sociedade do tempo, moteja costumes, indumentárias, constrangimentos da vida da corte; assume, frequentemente, uma postura antiexpansionista; denuncia a desordem social e apresenta, num ataque às damas, o reverso do amor cortês, privilegiando as composições coletivas de tom jocoso.
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Cancioneiro GeralVolumosa coletânea poética, reunida e organizada por Garcia de Resende, impressa em Lisboa, em 1516,...
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anapestoDo latim anapaesticu, é um pé de verso latino ou grego em que entram duas sílabas breves seguidas de
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anacroniaEtimologicamente, anacronia provém do grego ana- (contra) e de chronos (tempo), e refere um desencon
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paralelismo anafóricoO paralelismo anafórico é obtido pela repetição literal de uma ou mais palavras no início de um vers
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Cantiga de amorA par das cantigas de amigo e das cantigas de escárnio e maldizer, a cantiga de amor é um dos três g
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animismo (literatura)Figura de estilo semelhante à prosopopeia que consiste em atribuir propriedades animadas, mas não es
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análise literáriaDisciplina auxiliar da teoria da Literatura, que tem por objeto analisar e avaliar o texto literário