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Primeira Invasão Francesa

Em novembro de 1807, o general Junot entrava em Lisboa, onde deparou com uma regência assegurada por cinco pessoas presidida pelo marquês de Abrantes. A regência foi automaticamente dissolvida. O país passou então a ser governado como um território conquistado, e foi assolado por atos de violência e roubos perpetrados pelos cerca de 50 mil soldados franceses e espanhóis espalhados pelo país.
O exército nacional foi reconvertido numa espécie de legião lusitana ao serviço do exército francês, a qual, sempre que solicitada, seguia para lutar em vários pontos da Europa.
A resistência do povo português contra o invasor não se fez esperar. Em junho de 1808, no Norte do país foi aclamado o príncipe regente e foi estabelecida uma Junta Provisória, comandada pelo bispo do Porto. No resto do país multiplicavam-se os atos rebeldes, sobretudo a partir do momento em que as tropas espanholas se retiraram, na sequência de insurreições contra os franceses em Espanha.
Os ingleses foram estimulados por este movimento popular e, chefiados por sir Arthur Wellesley, o futuro Lord Wellington, chegaram ao nosso país em junho desse ano. Mais tarde, o contingente inglês foi engrossado com o envio de mais tropas que, aliadas às portuguesas, derrotaram os franceses na Estremadura, nas batalhas da Roliça e do Vimeiro. Face a estas derrotas, o general francês foi forçado a pedir um armistício e em setembro os exércitos de Junot partiam para França.
A regência assumiu de novo o governo da nação agora sob o comando do marquês das Minas. A primeira preocupação deste governo, após a restauração da ordem, foi a preparação para um muito provável novo ataque francês. A resistência foi liderada pelo general inglês William Beresford, nomeado depois marechal. Este tomou o poder do país, que exerceu quase até 1820.

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