psicoterapia de grupo
A psicoterapia de grupo é qualquer forma de terapia desde que seja coletiva, isto é, realizada em grupo. Têm uma ação benéfica que resolve e reeduca os doentes com base nas interações e comunicações que ocorrem no interior dos grupos organizados com fins terapêuticos.
Este modelo de atuação terapêutica surgiu após a Segunda Guerra Mundial quando o psicossociólogo americano Kurt Lewin trabalhou um grupo de pessoas com fins terapêuticos. Acreditou que os indivíduos sentem uma ação de efeitos terapêuticos ao ouvir outras pessoas a falar dos seus problemas e de como eles podem ser resolvidos.
Neste tipo de psicoterapia intervêm determinados fatores terapêuticos que se tornam muito importantes porque explicam como os membros dos grupos se ajudam entre si a mudar de atitude, pensamento e comportamento.
De todos os fatores terapêuticos existentes salienta-se aqui o fator da universalidade (os doentes integrados num grupo deixam de se sentir sozinhos e em isolamento, passando a experimentar alívio ao perceberem que não estão isolados com os seus problemas); o fator da coesão de grupo (nestas psicoterapias os membros de um grupo tornam-se muito unidos, oferecem apoio uns aos outros e criam relacionamentos muito significativos e válidos para a terapia funcionar); e o fator de desenvolvimento das técnicas de socialização (os doentes integrados nos grupos aprendem a distinguir e a deixar de apresentar comportamentos inadequados através da simples observação uns dos outros e dos comentários honestos e bem recebidos que fazem). Os melhores resultados terapêuticos são obtidos nos grupos em que se verifica o maior número possível destes e de outros fatores terapêuticos como, por exemplo, a instalação de esperança, o oferecimento de informações e o comportamento de imitação.
As psicoterapias de grupo dividem-se em, pelo menos, três diferentes grupos de técnicas: o das técnicas da dinâmica de grupo que utilizam os movimentos e as interações dos grupos que ocorrem nas reuniões regulares, com um fim terapêutico, sendo muito apropriado para crianças e adolescentes; o das técnicas verbais psicanalíticas não-diretivas que utilizam a psicanálise como terapia de eleição; e o grupo das técnicas de expressão psicomotora e dramática que para além do que é verbalizado, utiliza atividades psicomotoras, jogos e cenas mímicas.
Um grande exemplo, deste tipo de técnica é o conhecido psicodrama, forma especializada de terapia de grupo em que cada paciente, com o auxílio de outros, apresenta ou relata num palco as suas dificuldades na presença de um terapeuta.
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