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queijos suíços

O queijo suíço, um dos mais famosos do mundo, foi pela primeira vez referido pelo historiador romano Plínio, o Velho, num texto datado do século I. Plínio fala do Caseus Helveticus, ou seja, queijo dos helvéticos, uma das tribos da região que é agora a Suíça.
O queijo suíço era, por norma, branco e feito com leite amargo. Por volta do século XV surgiu na Suíça a técnica de utilizar a coalheira de vitela para produzir queijo. Era um alimento que aguentava muito tempo sem se estragar e, por isso, escolhido pelos viajantes. Era também utilizado pelos donos de albergues bloqueados pela neve em cumes de alta montanha.
No século XVIII, era um produto com altos níveis de exportação para o resto da Europa.
A grande maioria do queijo, cerca de 99 por cento, é de leite de vaca, e só a nível reduzido há de cabra e de ovelha. Na Suíça há cerca de 450 variedades de queijo.
O Emmental, um dos mais famosos do mundo, é um queijo duro feito com leite não pasteurizado. O seu nome tem origem na província de onde é originário, o vale de Emme. É confecionado com base em massa prensada cozinhada, feita a partir de leite de vaca. Caracteriza-se por ter buracos, uma das imagens de marca do queijo suíço.
A melhor época para comer Emmental é entre maio e outubro, depois de ter estado pelo menos três meses a refinar. Para ter um gosto mais intenso o período de refinação deve e variar entre oito e doze meses.
Outro dos famosos queijos suíços é o Gruyère, nome da terra onde começou a ser fabricado. Trata-se de um queijo duro cremoso cuja primeira referência remonta ao século XVII, embora na região já existissem diversos tipos de queijo com estas características. É feito com leite de vaca, com pasta prensada cozinhada, à qual é adicionado leite puro. É redondo e tem uma casca granulada e acastanhada. Deve passar por um processo de refinação de entre cinco a doze meses, após o que é mergulhado em água salgada.
Por fim, o Tête de Moine, outro queijo de leite de vaca, proveniente da região do Jura, é um produto muito perfumado que começou por ser confecionado por monges na Abadia de Bellelay há mais de oitocentos anos. As primeiras referências a este queijo remontam a 1292. Era um produto muito apreciado que servia como moeda de troca e de pagamento, ou como oferenda. Contudo, a denominação Tête de Moine surgiu há apenas dois séculos, quando soldados franceses invasores, depois de perseguirem os monges, descobriram este queijo armazenado em caves. Resolveram batizá-lo de Tête de Moine, ou seja, cabeça de monge. É um queijo semi-duro feito com leite puro e com pasta prensada semi-cozida. Tem forma cilíndrica, com o diâmetro igual à altura.
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