regulação homeostática
A regulação homeostática refere-se ao conjunto de processos que os sistemas biológicos utilizam para se manterem em homeostasia.
A origem da palavra homeostasia radica em homeo (igual) e em stasia (estado), sendo o termo aplicado à unidade estrutural e funcional dos seres vivos, a célula, aos próprios seres vivos, enquanto sistema organizado de células, e aos ecossistemas, conjunto de seres vivos que, num dado momento, habitam num dado local, mantendo relações dinâmicas entre si e com o meio.
Este conceito traduz a capacidade dos sistemas biológicos manterem-se num estado de equilíbrio dinâmico, que lhes permite assegurar a manutenção da sua integridade física e fisiológica. Estes sistemas encontram-se em permanente relação com o meio envolvente e com outros organismos vivos, ocorrendo receção de estímulos que, dado o seu impacto no recetor, desencadeiam uma determinada resposta, visando assegurar a manutenção do equilíbrio funcional.
O equilíbrio homeostático é mantido por uma série de processos de retroação ou feedback, oscilando em torno de uma posição de equilíbrio, que nunca é atingida, dado tratar-se de sistemas abertos, em permanente modificação.
O processo de autorregulação homeostática permite que os organismos corrijam defeitos, anomalias, excessos ou desvios, mantendo a sua integridade. As respostas homeostáticas podem surgir em relação a estímulos do meio, por exemplo, aumentando a sudação face a um grande aumento da temperatura externa por forma a manter a temperatura corporal estável, a agressões, como o aumento da produção de anticorpos no caso de uma infeção por bactérias, ou em simples situações de integração no meio, como o permanente ajuste da posição do corpo face às irregularidades dos terrenos, detetadas pelos centros de equilíbrio do ouvido interno humano.
O estado de doença pode ser caracterizado como uma situação de desequilíbrio homeostático de um ser vivo, desestabilizando o sistema orgânico. Se o corpo conseguir desencadear uma resposta imunitária suficientemente forte para anular a doença, o estado de saúde reinstala-se e o equilíbrio é reposto.
Caso contrário, o desequilíbrio pode resultar na falência do sistema (a morte), dada a sua incapacidade de reinstalar a homeostasia, logo, de manter a sua individualidade estrutural e funcional face ao meio.
Quanto mais complexo o sistema orgânico ou ecológico, mais elaborados serão os processos homeostáticos e maior será também a sua capacidade de permanecer estável face a alterações do meio.
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