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Revolta de Tupac Amaru

No século XVIII, as tensões e revoltas estão presentes em toda a história da América hispânica. Estas eram correntes nas zonas marginais do império colonial, tanto no Norte do continente como no Chile. Mas os motins mais graves aconteciam no centro do império, especialmente no Peru, em populações que inicialmente pareciam ter sido integradas.
Tupac Amaru II é o nome adotado por José Gabriel Condorcánqui, descendente dos soberanos incas, que liderou uma revolta na área andina que representou o culminar dos levantamentos das comunidades indígenas mulatas e crioulas.
As causas imediatas da revolta de Tupac Amaru terão sido a visita em 1780 ou inspeção efetuada por José António de Areche e as reformas fiscais por ele introduzidas nestes territórios, às quais se opunha a população indígena, que se confrontava também com os corregedores e pedia a abolição do trabalho forçado nas minas.
A história deste homem é o epílogo de meio século de rebeliões e revoltas de Índios, Mestiços e Crioulos nos Andes. Ela representa igualmente a dificuldade que estas regiões tinham em se adaptar aos métodos modernos da dependência colonial.
Tupac Amaru II conseguiu consolidar a sua autoridade, armar numerosos exércitos e atrair para a sua causa povos autóctones, Mestiços, Crioulos, pobres e os pequenos mesteirais. Chegou a controlar um amplo território do vice-reino do Peru, mas não conseguiu conquistar a capital inca, Cuzco.
A sua inovadora e revolucionária política social trouxe-lhe a amizade das elites crioulas, mas não pôde obstar a derrota. Cerca de 80 000 índios perderam a vida nos confrontos com os Espanhóis, que duraram até 1783, mesmo depois da morte do líder dos revoltosos em 1781, executado pelos Espanhóis.
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