Rui Chafes
Escultor português nascido em 1966, em Lisboa. Formou-se em Escultura na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, em 1989, seguindo depois para Dusseldórfia, onde frequentou a Kunstakademie, sob a direção do artista alemão Gerhard Merz. A escolha da cidade alemã revela o interesse de Chafes pela cultura alemã, que tem sido uma constante, não se limitando apenas a uma referência de base da sua obra plástica. Traduziu, por exemplo, os Fragmentos de Novalis (Ed. Assírio & Alvim, 1992) e refere-se-lhe constantemente em escritos e citações que acompanham toda a sua obra.
Um outro dado constante no percurso de Chafes é a importância dos títulos das obras e das exposições/instalações que faz. Palavras como "sonho", "morte", "manhã", "ferida", entre outras, conduzem o espectador para um universo nostálgico e romântico. Esse universo, que é o do romantismo alemão, é atenuado pela consciência de uma cultura clássica, nobre, exemplar. Mas não só. Existe em Rui Chafes uma paixão que é especificamente ibérica, uma tradição do trabalho do ferro, material de eleição de Chafes, que nada tem a ver com os bronzes ou os mármores românticos. O trabalho sobre o lugar da escultura é outra constante na obra deste artista. Chafes realiza esculturas de chão, de teto, que se penduram nas paredes como pinturas, que se mostram sobre peanhas como objetos de decoração, que ocupam cantos de salas como móveis, que se empoleiram, até, em árvores, como pássaros. Rui Chafes é também autor de desenhos que continuam, a lápis negro, o desenrolar formal que a sua escultura revela. Rui Chafes expôs pela primeira vez individualmente em Lisboa (1986) numa exposição intitulada Pássaro Ofendido.
Sonho e Morte, Centro Cultural de Belém, Lisboa (1993), Würzburg Bolton Landing, (CAM/FCG), Lisboa (1995) e Durante o Fim, Sintra Museu de Arte Moderna, Palácio Nacional da Pena, Sintra (2000), são algumas das suas exposições mais importantes.
Um outro dado constante no percurso de Chafes é a importância dos títulos das obras e das exposições/instalações que faz. Palavras como "sonho", "morte", "manhã", "ferida", entre outras, conduzem o espectador para um universo nostálgico e romântico. Esse universo, que é o do romantismo alemão, é atenuado pela consciência de uma cultura clássica, nobre, exemplar. Mas não só. Existe em Rui Chafes uma paixão que é especificamente ibérica, uma tradição do trabalho do ferro, material de eleição de Chafes, que nada tem a ver com os bronzes ou os mármores românticos. O trabalho sobre o lugar da escultura é outra constante na obra deste artista. Chafes realiza esculturas de chão, de teto, que se penduram nas paredes como pinturas, que se mostram sobre peanhas como objetos de decoração, que ocupam cantos de salas como móveis, que se empoleiram, até, em árvores, como pássaros. Rui Chafes é também autor de desenhos que continuam, a lápis negro, o desenrolar formal que a sua escultura revela. Rui Chafes expôs pela primeira vez individualmente em Lisboa (1986) numa exposição intitulada Pássaro Ofendido.
Sonho e Morte, Centro Cultural de Belém, Lisboa (1993), Würzburg Bolton Landing, (CAM/FCG), Lisboa (1995) e Durante o Fim, Sintra Museu de Arte Moderna, Palácio Nacional da Pena, Sintra (2000), são algumas das suas exposições mais importantes.
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Como referenciar
Rui Chafes na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$rui-chafes [visualizado em 2026-06-14 19:34:56].
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