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salto em comprimento

O salto em comprimento é um desporto bastante simples e antigo que consiste numa pequena corrida, de cerca de 30 metros, seguida de um impulso para uma caixa de areia dado a partir de uma marca no chão. O saltador, depois do impulso, lança as pernas para a frente para aterrar o mais longe possível. Nas provas, cada atleta tem três saltos para dar, após o que são escolhidos os oito melhores desportistas para mais uma ronda de três tentativas.
Um dos primeiros registos de um recorde em atletismo pertence precisamente a um saltador de Esparta chamado Chionis, que nos Jogos Olímpicos do ano 656 a. C. saltou 6,92 metros. Mas o salto em comprimento, enquanto competição, já existe, pelo menos, desde o ano 2000 a. C., fazendo parte das tradições celtas. Em 708 a. C., este tipo de salto foi incluído nos Jogos Olímpicos da antiga Grécia por ser uma das cinco modalidades do pentatlo. Em finais do século XVIII, em Inglaterra, já se registavam os saltos mais longos e uma prova de salto em comprimento fez parte do primeiro meeting de atletismo da Universidade Exeter, em Oxford, realizado em 1850. Durante o século XIX, os atletas ingleses já faziam saltos de sete metros, mas, nos finais desse mesmo século, começaram a ser os irlandeses os dominadores da especialidade, quase atingindo os oito metros. Em 1896, aquando da primeira edição dos Jogos Olímpicos da era moderna, em Atenas, o salto em comprimento integrou o calendário dos eventos de atletismo. Existia uma versão do salto em comprimento em que o impulso era dado a partir de uma posição estática, mas foi abolida depois dos Jogos de 1912. Na década de 20 do século XX, os atletas começaram a movimentar as pernas para aproveitar ao máximo o efeito do impulso inicial, fazendo crescer a distância do salto. Curiosamente, a partir dessa altura, os recordes mundiais passaram a ter uma grande longevidade. Por exemplo, o norte-americano Jesse Owens, quádruplo medalhado de ouro nos Jogos de Berlim de 1936, saltou, um ano antes, 8,13 metros, marca que demorou 25 anos a ser batida. O seu compatriota Ralph Boston conseguiu ultrapassá-lo em 1960. Oito anos depois, outro americano, Bob Beamon, deu o mais famoso salto de todos os tempos durante os Jogos Olímpicos do México ao chegar aos 8,90 metros. Só em 1991, este recorde foi batido, e novamente por um atleta dos Estados Unidos, Mike Powel, que chegou aos 8,95 metros.
O salto comprimento faz parte do calendário feminino dos Jogos Olímpicos desde a edição de 1948, realizada em Londres.
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