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serafim

O étimo que originou a palavra serafim foi o hebriaco serafos, que significa "ardente, abrasador". Esta é a razão por que são representados com três pares de asas vermelhas (cor que alude ao fogo), no seguimento da tradição baseada nas afirmações atribuídas ao profeta Isaías.
Os serafins são representados à volta do trono de Deus, sendo portanto o segmento da hierarquia angélica que mais se aproxima de Deus. Assim sendo, são também os que mais próximos estão da Sua sabedoria, e, como consequência, são muitas vezes representados iconograficamente com olhos nas asas. Dada as funções castigadora e purificadora do fogo, às quais os serafins estão estreitamente ligados, estes foram encarregues de missões tanto de punição como de redenção e purificação, como, por exemplo, a da estigmatização de S. Francisco no monte Arverne.
Os serafins, juntamente com os querubins, são responsáveis pelo primeiro movimento (chamado na altura, em latim, primum mobile) do firmamento na conceção medieval cristã do Céu, e são representados pelas estrelas fixas. O serafim faz, assim, parte da configuração simbólica do firmamento criada por Dionísio, o Aeropagita, no século VI, configuração esta que transitaria para a Idade Média.
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