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sífilis

Até recentemente a sífilis foi uma das doenças venéreas mais comuns. Causada por uma infeção bacteriana, Treponema pallidum. É uma doença que sendo sexualmente transmissível também pode ser contraída congenitamente através da mãe infetada.
Esta bactéria facilmente atravessa uma mucosa intacta ou a pele ferida e entra nos vasos linfáticos e na corrente sanguínea. Ao fim de algumas horas, uma infeção assintomática está a progredir. O período de incubação é tipicamente de duas a três semanas (mas pode ser mais longo, chegando a 60 dias), no fim do qual, uma lesão primária indolor - chaga - aparece no local invadido pela bactéria. Nos humanos masculinos é tipicamente no pénis, mas nos humanos femininos a lesão é geralmente na vagina ou no colo do útero e muitas vezes indetetável. A primeira lesão persiste durante uma ou duas semanas, tempo em que ulcera e forma crosta. Nesta altura cura espontaneamente e desaparece.
Se a sífilis não for tratada, os efeitos secundários aparecem algumas semanas depois. Uma erupção vermelha que aparece espalhada pelo corpo é o primeiro sintoma. Febre, dores e sensação de doença são comuns. Pode desenvolver-se anemia e o cabelo pode começar a cair em madeixas. Como na sífilis primária, o estado secundário pode desaparecer espontaneamente ao fim de três a seis semanas. Esta doença entra num período de latência e só pode ser detetada por testes serológicos. O estado latente pode manter-se durante muito tempo ou a bactéria pode ser destruída pelo sistema imunitário. Contudo pode manifestar-se uma terceira fase em qualquer altura. A terceira fase é caracterizada por lesões destrutivas dos vasos sanguíneos, ossos e pele.
A penicilina, que interfere com a capacidade de divisão da bactéria é o tratamento normalmente indicado para todos os estádios da sífilis, mas é necessária uma terapia prolongada em virtude da bactéria se multiplicar muito lentamente.

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