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Simão Mago

Simão Mago surge referido na Bíblia, no Ato dos Apóstolos, como um mágico que "assombrava o povo de Samaria, dizendo ele próprio algo de grande. Do mais pequeno ao maior, todos acreditavam nele" (Atos, 8, 9-9). Convertido ao cristianismo, Simão Mago, ao ver os apóstolos Pedro e João impor o Espírito Santo aos fiéis, pediu-lhes que lhe vendessem o dom de dar o Espírito Santo, sendo repreendido severamente por Pedro (Atos, 8, 19-23).
Diz a tradição que Simão, o Mago, teve por mestre Dositeu, que se dizia enviado de Deus. Com ele aprendeu as artes mágicas, incluindo a levitação, que lhe permitia elevar-se no ar. Repreendido por Pedro, veio para Roma, com a sua companheira Helena, e aqui procurou fazer valer a sua magia. Considerado o fundador do movimento gnóstico cristão, que se desenvolveu, sobretudo, no século II, e que tinha por objetivo interpretar a ciência de Deus e penetrar nos seus mistérios, Simão Mago teve como seu principal discípulo Menandro, que deu continuidade ao gnosticismo.
No Sermão de Santo António aos Peixes, o Padre António Vieira, na crítica ao peixe voador, diz-lhe: "Ouvi o caso de um voador da terra: Simão Mago, a quem a arte mágica, na qual era famosíssimo, deu o sobrenome, fingindo-se que ele era o verdadeiro filho de Deus".
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