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Termas Romanas

Termas é uma palavra que vem do termo latino thermae, que para os romanos designava os banhos públicos.
Este nome, na sua origem, identificava os banhos quentes que se estenderam um pouco por toda a parte do Império Romano. Designava vastos edifícios de banhos, locais onde se tratava da higiene, mas onde também se podia conviver e educar.
Subsistem nos nossos dias inúmeras ruínas deste género de edifícios, que podiam ser encontrados inclusive nas pequenas cidades e nos burgos.
As termas mais colossais do mundo romano são as de Diocleciano, Agripa, Tito, Caracala, em Roma, e as da cidade de Timgad, em África. As termas de Caracala, do século III d. C. (211-217), são um bom exemplar para estudar as técnicas construtivas romanas. Estas ocupavam 13 hectares e possuíam um estádio e uma piscina com capacidade para 1 600 banhistas.
Na Grécia antiga, de onde os Romanos "beberam" grande parte da sua cultura e práticas quotidianas, os banhos eram construídos perto do ginásio. Em Roma, os banhos eram, de início, privados e de uma grande simplicidade, mas depois estenderam-se ao povo segundo um modelo uniforme, podendo apenas diferir nas dimensões e no luxo. As termas romanas eram de maiores dimensões do que as anteriores e muito mais decoradas.
As termas, por norma, eram constituídas por quatro partes essenciais: o Frigidarium; o Tepidarium; o Caldarium e o Laconium. Ao banho, propriamente dito, estavam associados compartimentos com mosaicos, ornados por estátuas e painéis. As termas estavam dotadas de bibliotecas, locais para comer, salas onde declamavam teóricos e poetas, estádios para corridas, jardins, ginásios, etc.
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