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Tratado de Methuen

Na sequência da assinatura do tratado de adesão de Portugal à aliança anglo-austríaca que se opunha a que os Bourbons tomassem a coroa de Espanha, foi assinado entre a Inglaterra e Portugal um tratado de natureza comercial. Assinado em Lisboa, a 27 de dezembro de 1703, estabelecia-se a livre entrada dos lanifícios ingleses em Portugal e uma redução nas tarifas impostas aos vinhos portugueses que entravam na Inglaterra, o que colocava os vinhos portugueses numa situação privilegiada em relação aos vinhos franceses. Do lado português estiveram presentes o duque de Cadaval e o marquês de Alegrete, ambos grandes proprietários vinhateiros. Do lado inglês, esteve o embaixador extraordinário John Methuen. Este tratado foi, posteriormente, ratificado pelo Parlamento inglês. Em Portugal, em abril de 1704, foi revogada a lei "pragmática" que proibia o uso de tecidos ingleses. A partir de 1705, esta regalia estendeu-se também aos tecidos holandeses e franceses, situação que desagradou aos ingleses.
A principal consequência deste tratado foi o abandono da política de fomento industrial do conde de Ericeira.

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