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Tropeirismo do Brasil

O tropeirismo, cujo termo deriva de tropa, foi uma atividade itinerante desenvolvida por grupos de homens, os tropeiros durante a época colonial do Brasil. Os tropeiros conduziam o gado, do Rio Grande do Sul para Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro e, ao mesmo tempo, levavam consigo bens essenciais para o interior. A criação de gado no Rio Grande do Sul começara com o estabelecimento das missões jesuítas. A catequização dos índios Guarani nas missões não teve êxito e os missionários mudaram-se para o nordeste do território. Para trás ficaram os rebanhos que desde logo atraíram a atenção daqueles que vinham ao Rio Grande do Sul em busca de escravos.
Quando no século XVII começou a corrida ao ouro e pedras preciosas em Minas Gerais, os que para aí foram, dedicavam todo o seu tempo à mineração. Nem mesmo os escravos eram dispensados para a lavoura. Assim a importação de bens essenciais tornou-se imperiosa e os tropeiros passaram a abastecer a região de gado, alimentos e produtos manufaturados. O tropeiro conduzia o gado por trilhas conhecidas mas mesmo assim as viagens podiam durar várias semanas. Mais tarde, no século XVIII, a sua atividade estendeu-se aos territórios de Goiás, Mato Grosso, São Paulo e Rio de Janeiro.
A figura do tropeiro, à maneira do gaúcho das pampas da Argentina ou do Uruguai, identificava-se pela sua vestimenta adaptada à viagem árdua: manta, camisa de flanela, chapéu e botas que o protegiam das vicissitudes do clima. Acampava todas as noites protegido apenas pela manta e pelas tendas feitas de couro. Cozinhava ainda a sua refeição na fogueira que o aquecia. O tropeiro foi fundamental para fomentar o desenvolvimento do interior e estimular a fixação das populações.

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