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tunicado

Os tunicados também, menos comummente, denominados urocordados, são constituídos por cerca de 1500 a 2000 espécies. Encontram-se em todos os mares desde a costa até às grandes profundidades. Muitos deles quando adultos são sésseis, sendo alguns de vida livre. O nome "tunicados" é derivado da existência de uma túnica, ou testa, que envolve o animal e é constituída por tunicina, substância consistente, de natureza celulósica. Variam em tamanho, desde o quase microscópico até aos 30 centímetros de comprimento.
Quando adultos, os tunicados são cordados altamente especializados, mas em muitas espécies só as formas larvares, que parecem girinos microscópicos, têm as características dos cordados. Durante a metamorfose, o notocórdio (que na larva está restrito a toda a cauda, e daí o grupo ser denominado urocordado) e a cauda desaparecem em conjunto, enquanto a corda dorsal fica reduzida a um simples gânglio.
Alguns tunicados são solitários, outros coloniais ou com muitos indivíduos agrupados debaixo de uma cobertura comum. Os tunicados podem ser hermafroditas, mas os seus processos de reprodução são variados, sendo uns sexuados e outros assexuados por gemulação. Os tunicados estão divididos em três classes: Arcidiáceos, Larváceos e Taliáceos, e destes os mais comuns e mais bem conhecidos são membros da classe Ascidiácea.
Alguns são conhecidos por "bisnagas do mar" porque algumas espécies, quando atacadas, expelem um forte jato de água pelo sifão. Algumas espécies de ascídias são animais sésseis que se prendem às rochas e a outros substratos sólidos tais como estacarias ou ao fundo dos barcos. Em muitos lugares são os animais mais abundantes das zonas descobertas nas marés baixas.
As ascídias podem ser solitárias ou coloniais. Cada uma das formas solitárias ou colonial tem o seu próprio tegumento. Em alguns dos agrupamentos de ascídias cada indivíduo tem o seu sifão, mas a abertura para o exterior é comum ao grupo.
As ascídias solitárias são geralmente formas esféricas ou cilíndricas.
Aristóteles (384-322 a. C.) descreveu uma ascídia simples, denominando-a Tethyum, mas até ao princípio do século XIX muitas espécies não se descreveram com detalhe. Cuvier denominou o grupo por tunicados e colocou-os nos grupos dos "radiados" e dos "vermes" e posteriormente foram classificados como moluscos. Em 1866, Kowalewesky, devido a um cuidadoso estudo da larva da ascídia, pôde demonstrar a verdadeira posição do grupo entre os cordados.
Tunicados da classe dos taliáceos são as salpas ou peixelim, que são tunicados muito modificados que vivem nos mares tropicais e subtropicais abertos. Possuem processos de reprodução especializados. O corpo tem a forma de capacete, estando rodeado por músculos circulares e possuem as aberturas inalantes e excretora em extremos opostos. A maioria das salpas são solitárias e nadam mediante contrações dos músculos anulares, que forçam a água a sair pela parte posterior. Outros, como Pyrossoma, são coloniais, com uma grande cloaca central comum, uma abertura excretora e muitas aberturas inalantes separadas. São arrastadas pelas correntes aquáticas onde flutuam.
As larváceas são curiosos indivíduos pelágicos parecidos tendencialmente com girinos.
Alimentam-se por um processo único nos animais do mundo. Cada indivíduo é envolvido por uma delicada forma esférica oca feita de muco, entrelaçado com filtros e passagens, através das quais a água entra. As partículas alimentares arrastadas pela água são filtradas e introduzidas na boca do animal. Quando os filtros ficam bloqueados pelos dejetos, o que demora cerca de quatro horas, o larváceo abandona a sua esfera mucosa e constrói uma nova envoltura, processo que demora unicamente alguns minutos. Da mesma maneira que os Taliáceos, os Larváceos podem facilmente constituir uma densa população quando o alimento é abundante. Os Larváceos quando sexualmente maduros e como tal adultos mantêm a forma larvar do corpo.
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