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Turquia

Geografia
País do Sudoeste da Ásia e do Sudeste da Europa. A parte europeia da Turquia faz fronteira com a Bulgária, a norte, e a Grécia, a oeste, sendo banhada pelo mar Negro, a leste, pelo mar de Mármara, a sul, e pelo mar Egeu, a sudoeste; a parte asiática, correspondente à península da Anatólia, é banhada pelos mares Negro e de Mármara, a norte, pelo mar Egeu, a oeste, e pelo mar Mediterrâneo, a sul, e faz fronteira com a Geórgia, a nordeste, a Arménia e o Irão, a leste, o Iraque, a sudeste, e a Síria, a sul. Abrange uma área de 780 580 km2. As principais cidades são Ancara, a capital, com 3 544 000 habitantes (2004), Istambul (9 631 700 hab.), Esmirna (2 541 800 hab.), Adana (1 250 900 hab.), Bursa (1 321 700 hab.), Gaziantep (1 025 300 hab.) e Konya (821 700 hab.).
A parte europeia é uma área agrícola fértil, com um clima mediterrânico. A parte asiática é constituída por uma orla montanhosa e um planalto central. Os montes do Ponto, no Norte, e do Tauro, no Sul, convergem para leste atingindo 1515 metros de altitude no monte Ararat. Este monte foi o local onde, segundo a tradição, encalhou a Arca de Noé.
O país está situado numa zona sujeita a frequentes tremores de terra. É a ponte entre os dois continentes. Os dois grandes rios do Médio Oriente, o Tigre e o Eufrates, nascem ambos na Turquia.

Clima
O clima varia entre o temperado mediterrânico, no litoral, e o clima temperado continental, com verões quentes e invernos muito frios, nos planaltos centrais.

Economia
O país possui um setor industrial importante e os recursos minerais incluem grandes depósitos de crómio. A maioria das indústrias localizam-se nas proximidades das cidades de Ancara e Istambul. A Turquia possui indústrias metalúrgicas, siderúrgicas, têxteis, petroquímicas, de produtos alimentares, de tapeçaria e de cerâmica. Possui também algumas reservas de petróleo que, no entanto, são insuficientes para as necessidades do país. A zona asiática é considerada o celeiro da Turquia. As principais culturas são os cereais, a fruta e o tabaco. Com o rápido crescimento da população, muitos turcos emigraram para a Alemanha e para os estados petrolíferos do Médio Oriente. As remessas dos emigrantes contribuem para o equilíbrio da balança de pagamentos.
A Turquia tem uma longa e variada cultura baseada nas civilizações que por lá passaram. Ao turista, a Turquia oferece belíssimas paisagens, uma rica gastronomia e um belo património arquitetónico, com vestígios do Neolítico ao Império Romano do Oriente, passando pelas mesquitas e museus do Império Otomano. Os principais parceiros comerciais da Turquia são a Alemanha, a Itália, os Estados Unidos da América e o Reino Unido.
Indicador ambiental: o valor das emissões de dióxido de carbono, per capita (toneladas métricas, 1999), é de 3,1.

População
69% da população da Turquia, estimada em 70 413 958 habitantes (2006), vivem em cidades. A sua densidade populacional é de 89,24 hab./km2. As taxas de natalidade e de mortalidade são, respetivamente, de 16,62%o e 5,97%o. A esperança média de vida é de 39,69 anos. O valor do Índice do Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,734 e o valor do Índice de Desenvolvimento ajustado ao Género (IDG) é de 0,726 (2001). Estima-se que, em 2025, a população seja de 82 205 000 habitantes. Cerca de 88% dos habitantes são de origem turca, existindo ainda curdos (10%) e árabes (2%). A religião dominante é o islamismo, representando os sunitas 80% e os xiitas cerca de 20%. A língua oficial é o turco. Existem imensos dialetos e, em 1928, a Turquia trocou a escrita árabe pelo alfabeto romano.

História
A Turquia foi durante mil anos o fulcro do Império Bizantino e durante quase quinhentos anos o centro do Império Otomano, constituindo atualmente o flanco sudeste da NATO. Os turcos têm fama de ser uma raça guerreira e a violência tem emergido na política interna. Os militares apoderaram-se por três vezes do governo depois de 1960. Quando o exército interveio em 1980, as ações extremistas de políticos de direita e de esquerda foram responsáveis pela morte em média de 20 a 30 pessoas por dia. Só em 1983 é que três partidos foram autorizados a disputar eleições.
Os primeiros turcos vieram das estepes da Ásia Central. Pela Turquia passaram persas, macedónios e romanos. Constantino, o Grande, transferiu para Bizâncio (atual Istambul) a capital do Império Romano do Oriente, em 330 d. C., e mudou o nome da cidade para Constantinopla. Quando o Império Romano foi dividido, manteve-se o nome de Império Bizantino. Os Otomanos viriam a conquistar o território em 1453. Com o fim do Império Otomano e a Primeira Guerra Mundial, os exércitos turcos foram derrotados; no entanto, os nacionalistas, chefiados pelo general Mustafa Kemal, rejeitaram a paz proposta à Turquia por favorecer a sua antiga rival, a Grécia. Criaram uma assembleia nacional, depuseram o sultão e expulsaram os gregos. Kemal assumiu a presidência da república em 1923 e governou ditatorialmente o país até 1938, mas até 1946 a Turquia teve um regime de partido único. Tomou medidas para ocidentalizar o país como a separação entre a Igreja e o Estado e obrigou todos os indivíduos com menos de 40 anos a aprender o novo alfabeto latino para a língua turca. A Turquia, na Segunda Guerra Mundial, declarou guerra à Alemanha; mais tarde, lutou ao lado dos americanos na Guerra da Coreia. Os Estados Unidos mantêm bases militares na Turquia. Em 1974, após um golpe de Estado no Chipre, que contou com o apoio dos gregos, os turcos invadiram aquela ilha com o pretexto de protegerem a minoria turca e continuaram a ocupar a parte norte da ilha. As relações entre a Turquia e a Grécia continuam difíceis, nos dias de hoje, por vários litígios, entre eles, a posse das riquezas minerais submarinas do mar Egeu. Os governos militares continuam a tutelar os governos civis. Após o golpe de Estado de 1980, muitas personalidades foram proibidas de participar na vida política do país, tendo sido detidas na qualidade de presos políticos.
Na tentativa de aproximação aos regimes políticos vigentes na União Europeia, o Parlamento turco aprovou legislação que permite uma melhoria da situação dos direitos humanos no país, da qual se destaca a abolição da pena de morte, em 2002.

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