vampirismo
O tema do vampirismo foi introduzido no imaginário mundial a partir da literatura fantástica inglesa do século XIX que se baseou num mito, o do conde Vlad Tsepech Drakula.
A novela Drácula de Bram Stoker, de 1897, deu início à temática do vampirismo que, no cinema mudo, depois das ligeiras abordagens anteriores, veria a sua primeira versão em Nosferatu, Eine Symphonie des Grauens (Nosferatu, o Vampiro, 1922) de Friederich W. Murnau, uma das obras primas do expressionismo alemão e a melhor película realizada por Murnau na Alemanha. As referências anteriores ao vampirismo foram feitas por Georges Méliès (Le Manoir du Diable, 1896), August Blom (Vampyrdansenrinden, 1911), R Roberti (La Vampira Indiana, 1913) ou A. Stranz (Der Vampyr, 1919). Com o cinema sonoro surgiu a produção francesa Vampyr (1932), de Carl Dreyer, cujo fracasso comercial custou caro a uma inicialmente promissora carreira do realizador dinamarquês, com uma inatividade de cerca de dez anos. Paralelamente surgiria em Hollywood, em 1933, o filme Dracula, de Tod Browning, interpretado pelo ator húngaro Bela Lugosi que emprestou ao personagem muito da sua sobriedade e dignidade. Depois de uma segunda abordagem ao tema por Tod Browning, Mark of the Vampire (1935), com resultados menores, o vampirismo entrou numa fase de decadência até que o estúdio inglês Hammer Films comprou os direitos à Universal e produziu o Dracula (Horror de Drácula, 1958) de Terence Fisher, com um excelente argumento de Jimmy Sangster. O ator desta versão, o magro e alto Christopher Lee, viria a iniciar uma carreira como o mais importante intérprete de filmes de terror, a partir da Segunda Guerra Mundial, que inclui muitos filmes de vampirismo como The Brides of Dracula (A Noiva de Drácula, 1960), de Terence Fisher, e Scars of Dracula (As Cicatrizes do Drácula, 1971), de Roy Ward Baker.
Entretanto, o vampirismo cinematográfico fez uma interessante incursão no México. Fernando Méndez tinha estreado o tema no seu país com dois filmes, El Vampiro (1955) e El Ataúd Del Vampiro (1957) com a interpretação do ator Abel Salazar, no que foi seguido por Miguel Morayta (El Vampiro Sangriento e La Invasion de los Vampiros, ambos de 1962) e Alfonso Corona Blake (El Mundo de los Vampiros de 1961 e El Santo Contra las Mujeres Vampiro de 1962). Em França, Roger Vadim adapta Carmilla de Joseph Sheridan Le Fanu, um dos grandes clássicos da literatura vampírica no seu filme O Sangue e a Rosa, em 1960, um filme célebre mas sem resultados de bilheteira. Esta obra literária estaria também na origem do filme de Vicente Aranda, La Novia Ensangrentada (1972). O realizador Roman Polanski abordaria o tema com um humor cómico-burlesco em The Fearless Vampire Killers (Por Favor Não Me Mordam o Pescoço, 1967), com uma notável cena final de baile necrófilo, contracenando com a sua futura mulher Sharon Tate. Humorística seria também a abordagem de Mel Brooks em Dracula: Dead and Loving It (1995). Muitas foram as abordagens leves e sem grandes exigências de argumento como foi o caso de Dracula 2000 (2000) de Patrick Lussier. Um dos filmes mais conseguidos da temática do conde Vlad foi realizado por Francis Ford Coppola, Dracula (Drácula de Bram Stoker, 1992), com as excelentes interpretações de Gary Oldman e Winona Ryder, em que a intemporalidade do amor dá uma dimensão romântica ao mito da Transilvânia. Dois anos mais tarde, Neil Jordan adaptaria a novela de Anne Rice em Interview With The Vampire: The Vampire Chronicles (Entrevista com o Vampiro, 1994), com Tom Cruise, Brad Pitt e António Banderas.
Mas a grande novidade em termos de argumento imaginativo seria introduzida por Shadow of the Vampire (A Sombra do Vampiro, 2000), de E. Elias Merhige, que tem a interessante característica de narrar a história do filme mudo Nosferatu, o Vampiro (1922) de Friederich W. Murnau. As estranhas ocorrências que rodearam a sua rodagem, como o desaparecimento e a morte de alguns elementos da equipa, são abordadas nesta história assim como as difíceis relações entre o realizador Murnau, interpretado por John Malkovich, e o ator principal, Max Schreck, representado por Willem Dafoe.
A novela Drácula de Bram Stoker, de 1897, deu início à temática do vampirismo que, no cinema mudo, depois das ligeiras abordagens anteriores, veria a sua primeira versão em Nosferatu, Eine Symphonie des Grauens (Nosferatu, o Vampiro, 1922) de Friederich W. Murnau, uma das obras primas do expressionismo alemão e a melhor película realizada por Murnau na Alemanha. As referências anteriores ao vampirismo foram feitas por Georges Méliès (Le Manoir du Diable, 1896), August Blom (Vampyrdansenrinden, 1911), R Roberti (La Vampira Indiana, 1913) ou A. Stranz (Der Vampyr, 1919). Com o cinema sonoro surgiu a produção francesa Vampyr (1932), de Carl Dreyer, cujo fracasso comercial custou caro a uma inicialmente promissora carreira do realizador dinamarquês, com uma inatividade de cerca de dez anos. Paralelamente surgiria em Hollywood, em 1933, o filme Dracula, de Tod Browning, interpretado pelo ator húngaro Bela Lugosi que emprestou ao personagem muito da sua sobriedade e dignidade. Depois de uma segunda abordagem ao tema por Tod Browning, Mark of the Vampire (1935), com resultados menores, o vampirismo entrou numa fase de decadência até que o estúdio inglês Hammer Films comprou os direitos à Universal e produziu o Dracula (Horror de Drácula, 1958) de Terence Fisher, com um excelente argumento de Jimmy Sangster. O ator desta versão, o magro e alto Christopher Lee, viria a iniciar uma carreira como o mais importante intérprete de filmes de terror, a partir da Segunda Guerra Mundial, que inclui muitos filmes de vampirismo como The Brides of Dracula (A Noiva de Drácula, 1960), de Terence Fisher, e Scars of Dracula (As Cicatrizes do Drácula, 1971), de Roy Ward Baker.
Mas a grande novidade em termos de argumento imaginativo seria introduzida por Shadow of the Vampire (A Sombra do Vampiro, 2000), de E. Elias Merhige, que tem a interessante característica de narrar a história do filme mudo Nosferatu, o Vampiro (1922) de Friederich W. Murnau. As estranhas ocorrências que rodearam a sua rodagem, como o desaparecimento e a morte de alguns elementos da equipa, são abordadas nesta história assim como as difíceis relações entre o realizador Murnau, interpretado por John Malkovich, e o ator principal, Max Schreck, representado por Willem Dafoe.
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Como referenciar
vampirismo na Infopédia [em linha]. Porto Editora. Disponível em https://www.infopedia.ptartigos/$vampirismo [visualizado em 2026-06-10 00:37:52].
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