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Vida do Grande D. Quixote de la Mancha e do Gordo Sancho Pança

Representada em 1733, foi a primeira peça de António José da Silva, "o judeu".
Esta peça denota a dificuldade do autor em estruturar corretamente um texto dramático e em lhe garantir a continuidade da intriga. Desta forma a peça é uma acumulação de quadros mal ligados entre si, uns seus e outros inspirados em Cervantes, e a divisão em duas partes não se justifica. Contudo, D. Quixote demonstra já as qualidades do dramaturgo na crítica mordaz e na observação justa.
Destacam-se as cenas em que o cavaleiro de la Mancha pensa ter descoberto a amada Dulcineia, que fora encantada, na pele do seu escudeiro Sancho Pança e a cena de Apolo, na qual D. Quixote se dirige ao Parnaso para proteger o deus da poesia dos poetastros que o maltratam. Satiriza-se assim o gongorismo e os versejadores do tempo. Na segunda parte critica-se a justiça, no episódio em que Sancho Pança é governador da Ilha dos Lagartos. O sucesso desta passagem originou a impressão da mesma em separata.
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