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zona de transição

Elaborado por R. Park, o conceito de 'zona de transição' surge inserido no âmbito de uma tradição de pesquisa que se convencionou chamar Escola Sociológica de Chicago.
Estabelecendo as suas diretrizes metodológicas com base no primado da observação direta e nos métodos de trabalho etnográficos utilizados por antropólogos como Lowie e Boas, bem como a ênfase dada a pesquisas que integrassem a perceção e compreensão que o 'indivíduo' tinha do seu sistema social, a Escola Sociológica de Chicago adota como núcleo temático o binómio 'marginalidade' (enquanto desvio às regras socialmente valorizadas) / 'controlo social'.
A ideia de uma 'Sociologia do Desvio' surge num contexto em que situações concretas de designadas 'anomalias sociais', em contexto urbano, fundamentam a quebra do vínculo social, originando comportamentos desviantes e permitindo a existência de uma 'desorganização social concreta', uma vez que se verifica a perda de influência das regras socialmente reconhecidas entre elementos de um determinado grupo.
A existência dos 'submundos intersticiais', tal como escreve Trasher (1927), ou de 'zonas de transição', de acordo com Park (1925), surgem como produtos da desorganização das bases tradicionais de solidariedade e de controlo social, provocada pelo desenvolvimento incontrolado das zonas urbanas, que levaria ao aparecimento de grupos de jovens marginais, através dos quais os indivíduos procuram assegurar a sua sobrevivência e estabelecer mecanismos de integração social.

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