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agnatas

O conjunto de peixes da classe Agnatha são representados por cerca de 70 espécies divididas em duas subclasses: Myxini (Mixinas) com 32 espécies e Cephalaspidomorphi (Lampreias) com 41 espécies. Os indivíduos dos dois grupos não possuem maxilas, ossificação interna, escamas, barbatanas pares, e ambas possuem poros branquiais e uma forma anguiliforme. Noutros aspetos os dois grupos são morfologicamente muito diferentes. As Mixinas são certamente os mais primitivos dos dois, pois as Lampreias apresentam características que as colocam muito mais próximas dos peixes evoluídos. Devido a estas diferenças, Mixinas e Lampreias têm sido colocadas em classes separadas de vertebrados.
As Mixinas são um grupo inteiramente marinho que se alimenta de peixes mortos ou moribundos, anelídeos, moluscos e crustáceos. Contudo, nunca são parasitas nem predadoras mas são necrófagas. Só se conhece a descrição de 32 espécies, das quais as mais conhecidas são a Myxini glutinosa do oceano Atlântico e a Eptatretes stouti do oceano Pacífico. Sendo completamente cegas, as mixinas são atraídas para o alimento, especialmente peixes mortos ou moribundos, pelos seus bem desenvolvidos sentidos do olfato e do tato. Fixam-se à presa e então a sua língua raspa as porções dos tecidos. As Mixinas são conhecidas pela sua capacidade de formar grande quantidade de um muco viscoso na sua superfície. Se forem atacadas, as Mixinas segregam um muco leitoso a partir de glândulas específicas situadas ao longo do corpo. Em contacto com a água do mar, o fluido forma um muco tão escorregadio que o predador fica impossibilitado de as agarrar. Da mesma maneira que noutros vertebrados marinhos os fluídos corporais das mixinas estão em equilíbrio osmótico com a água do mar. As Mixinas apresentam ainda outras características anatómicas e fisiológicas, adaptadas a este equilíbrio que inclui a baixa pressão do sistema circulatório que apresenta três corações acessórios além do que se encontra colocado entre as guelras. A biologia reprodutiva das Mixinas ainda não é bem conhecida. O seu desenvolvimento a partir do ovo é direto.Todas as Lampreias do hemisfério Norte pertencem à família dos Peteoyzontidae. O nome refere o hábito de as Lampreias rasparem as pedras com a boca para se segurarem contra a corrente. A lampreia marinha Petromyson marinus é encontrada dos dois lados do oceano Atlântico (Europa e América) e pode atingir um metro de comprimento, a Lampetra lambo também pode ser encontrada nas mesmas zonas mas o seu tamanho é de 15 a 60 cm. Grande parte das Lampreias são parasitas. As não parasitas devem provavelmente descender de formas parasitas por degeneração dos dentículos, canal alimentar, etc. O género Ichthyomyson que inclui três espécies parasitas e três espécies não parasitas estão restritas à América do Norte.
Todas as Lampreias sobem os rios para desovar. As formas marinhas nascem nos rios, desenvolvem-se no mar e regressam aos rios para desovar. Os ovos desenvolvem-se em duas semanas originando pequenas larvas muito diferentes dos adultos. A larva tem uma semelhança muito significativa com o anfioxo e possui as características básicas dos Cordados.Há autores que incluem na classe dos Agnathas os extintos ostracodermes.

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