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autorretrato

Dá-se o nome de autorretrato, quando o retratista procura descrever o seu aspeto e o seu carácter, revelando o que captou da expressão mais profunda de si mesmo. O autorretrato constitui um exercício que permite revelar traços do criador artista. O mestre da pintura holandesa Rembrandt (1606-1669), através dos seus auto-retratos, permite, por exemplo, conhecer o percurso da sua vida, desde a juventude à velhice, mostrando-nos o homem de vontade indomável, mas solitário.
No autorretrato, o artista procura mostra-se (ou descobrir-se) de uma forma mais nítida, mais verdadeira e pode mesmo não gostar daquilo que vê, pode não aprovar, e, por isso, pode modificar a imagem que de si encontrou.
Assim, um autorretrato é um retrato, uma imagem, que o artista se faz de si mesmo. Muito usado na pintura, na literatura ou na escultura, o autorretrato nem sempre representa a imagem real da pessoa, mas sim como o artista se vê: aceita e assume ou tenta mudar e isso depende de cada pessoa ou mesmo de cada momento.
Alguns artistas afirmam que existe sempre algum temor em cada autorretrato, pintura, fotografia ou escultura. Teme-se a análise introspetiva, teme-se o conhecimento que ultrapasse a barreira da fantasia, que faça desmoronar um ideal. Como não é um desafio fácil para o artista, ele tende a esconder alguns traços físicos ou psicológicos. Por isso, o autorretrato, tal como a auto-biografia ou o livro de memórias, tende a ser uma mentira.

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