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ciclo de Krebs

O ciclo de Krebs, também designado por ciclo dos ácidos tricarboxílicos ou ciclo do ácido cítrico, foi proposto em 1943 pelo bioquímico britânico de origem alemã Hans Krebs e constitui uma sucessão sistemática de reações enzimáticas que conduzem à oxidação completa da glicólise. Integra uma das etapas da respiração aeróbia e ocorre na matriz das mitocôndrias.
O ciclo de Krebs é mediado por uma série de enzimas em que se destacam as desidrogenases, que intervêm em reações de oxidação-redução, e as carboxílases, que intervêm nas descarboxilações.
Todos os produtos de degradação dos lípidos e dos glícidos confluem para o ciclo de Krebs sob a forma de ácido acético ativado (acetil-coenzima A). É este ciclo de reações de desidrogenação e descarboxilação que permite a oxidação do grupo acetil do ácido acético ativado a CO2 (dióxido de carbono).
O ciclo de Krebs pode ser representado da seguinte forma:
2 Acetil-CoA + 6 NAD+ + 2 FAD + 2 ADP + 2 Pi → 2 ATP + 6 NADH + 6 H+ + 2 FADH2 + 4 CO2
Durante o ciclo de Krebs, a acetil-coenzima A liga-se ao ácido oxaloacético para formar ácido cítrico e, depois de passar por numerosos compostos intermediários, converte-se em dióxido de carbono e hidrogénio, para finalmente se regenerar de novo em ácido oxaloacético.
O dióxido de carbono é eliminado na respiração enquanto que o hidrogénio se liga a armazenadores de energia, reduzindo o NAD+ (dinucleótido de nicotinamida e adenina) a NADH e o FAD (dinucleótido de adenina flavina) a FADH2, e é transportado na cadeia respiratória, onde tem lugar, por etapas, a combinação do hidrogénio com o oxigénio inalado na respiração, com formação de água.
A energia libertada neste processo incorpora-se no armazenador de energia trifosfato de adenosina (ATP) por meio do qual pode ser transferida para todos os processos vitais.
As duas moléculas de acetil-CoA, originadas por uma molécula de glicose, iniciam dois ciclos de Krebs. Assim, por cada molécula de glicose formam-se no ciclo de Krebs duas moléculas de ATP, seis moléculas de NADH e de H+, duas moléculas de FADH2 e quatro moléculas de CO2.
Ao ciclo de Krebs também se incorporam paralelamente os produtos de degradação das proteínas. Desta forma, o ciclo de Krebs é o aceitador dos produtos intermediários do metabolismo e o ponto de partida para a síntese de novos compostos.
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