Artigos de apoio

Colonização da América do Norte

No período compreendido entre o último quartel do século XVIII e os anos trinta do século XIX o mundo assitiu à decadência do Antigo Regime na Europa e a um movimento de independência das colónias europeias nas Américas. A Revolução Americana integrada nestes movimentos independentistas foi profundamente influenciada pelas ideias iluministas, pelos exemplos das revoluções liberais e de outros movimentos autonomistas.
O movimento revolucionário partiu das treze colónias britânicas instaladas na América do Norte, desde meados do século XVIII. A população destas colónias era muito heterogénea, pois integrava emigrantes europeus provenientes da Inglaterra, da Irlanda e da Escócia, que saíram do velho continente devido a problemas de natureza religiosa e política. Os colonos instalados no Norte e no Centro do território viviam em comunidades de tipo burguês, economicamente ligadas a atividades comerciais e industriais. O Sul tinha um estilo de vida muito distinto. A sua principal atividade económica era a exploração agrícola de grandes latifúndios, que empregavam mão de obra escrava. Portanto, era uma sociedade esclavagista e conservadora, mais próxima das sociedades aristocráticas.
Em comum, estes dois núcleos populacionais tinham as tradições políticas europeias e o espírito combativo e aventureiro que os levara a explorar novos mundos e a lutar pela sua preservação, ameaçada nomeadamente pelos franceses.
Este espírito empreendedor formou uma burguesia ativa e ciente das suas liberdades, que veio a revoltar-se contra as forças imperialistas quando estas reprimiram as suas liberdades.
Como referenciar: in Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2014. [consult. 2014-12-19 14:21:33]. Disponível na Internet: