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conflito social

A expressão "conflito social" não designa um fenómeno uno. Falar de conflito social significa falar de circunstâncias que podem envolver ou não violência física e que podem ser ou não reguladas por normas acordadas entre as partes em competição.
Grande parte dos sociólogos do final do século XIX e início do século XX preocupou-se com o tema do conflito nas sociedades, como foi o caso de Karl Marx. Já em meados do século XX, concretamente com o florescimento do funcionalismo, o conflito social foi visto por muitos sociólogos como causa de bloqueio ou mau funcionamento da vida em grupo e em sociedade. Para esses autores, o conflito tinha uma conotação negativa, pois seria um sintoma de alguma falha na organização social. Reagindo contra essa ênfase no consenso, de que T. Parsons foi um representante, surgiram autores a partir do final dos anos 50 que deram outro significado ao conflito na vida social. Lewis Coser, baseado na obra de G. Simmel, defendeu que, em certas situações, o conflito pode contribuir para preservar a ordem social ao funcionar como válvula de escape, e assim fortalecer a organização social.
R. Dahrendorf pretendeu explicar a formação de grupos de conflito e identificar a ação através da qual esses grupos de confito provocam mudanças de estrutura no sistema social. Situou o eixo dos conflitos não na propriedade dos meios de produção, mas no seu controlo e na repartição da autoridade.
D. Lockwood sublinhou a importância da existência de conflitos sociais e de contradições de sistema a par da integração social e da integração de sistema.
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