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doenças contagiosas

A ideia da possibilidade de algumas doenças se poderem transmitir atingindo rapidamente grandes agrupamentos humanos já vem da Antiguidade. Contudo só no final do século XIX, por influência dos trabalhos de Pasteur, Koch e outros investigadores, é que se começou a esclarecer a origem destas doenças.
O conceito de doença contagiosa abrange apenas a transmissão por contacto direto, isto é, as situações em que o germe causal passa diretamente do indivíduo doente para o indivíduo são. Mas o contacto pode ser indireto, quando a transmissão se realiza tocando objetos contaminados. Este tipo de contacto realiza-se frequentemente na chamada cadeia mão-boca. Também se costuma incluir na transmissão por contacto (indireto) o caso da emissão de gotículas de saliva através da tosse ou do espirro, entre dois indivíduos relativamente próximos, a transmissão pela água, alimentos, leite, etc., que estabelecem a ligação entre o agente infestante e o hospedeiro, a transmissão por vetores, como é o caso de alguns artrópodes (por exemplo, moscas e mosquitos) em que o germe infecioso é introduzido através das mucosas ou da pele, por inoculação em consequência de uma picada ou por depósito do material infetado, e a transmissão pelo ar, no caso de inalação respiratória em locais infetados ou com poeiras infetadas.
Atualmente, estas doenças em que há transmissão de germes denominam-se genericamente doenças transmissíveis. Se analisarmos os diferentes mecanismos de disseminação destas doenças, podemos concluir que verdadeiramente só se deve aplicar o termo contagioso à transmissão por contacto direto.
O conhecimento da causa destas doenças e do mecanismo da sua transmissão de um indivíduo para outros permitiu aplicar medidas preventivas de saúde pública contra a sua disseminação.

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