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esqueleto humano

É o conjunto de elementos que constitui a estrutura do corpo humano. Pesa entre 3 e 10 quilogramas e compreende 206 ossos. Além de suporte, os ossos também têm a função de proteger os órgãos humanos. Por exemplo, o crânio defende o cérebro e a caixa torácica protege os pulmões e o coração.
A medula, no interior de alguns ossos, produz glóbulos vermelhos que transportam o oxigénio e os nutrientes através do organismo, enquanto no interior de outros ossos, a medula produz leucócitos que destroem as bactérias nocivas. Quando lesionados, os ossos têm a capacidade de se auto-repararem, sem deixarem cicatriz.
A primeira parte do osso (parte externa) é fina e branca - periósteo -, está cheia de nervos e vasos sanguíneos e tem por função abastecer as células que formam o osso duro imediatamente abaixo do periósteo. A seguir atinge-se a parte densa e rígida do osso -osso compacto -com forma de cilindro. É constituída por milhares de pequenos alvéolos e canais sulcados por nervos e vasos sanguíneos, que fornecem ao osso o oxigénio e os nutrientes essenciais. Esta camada é elaborada à base de cálcio e de outros minerais. Dentro desta massa cilíndrica encontram-se umas espículas esponjosas e uma massa central gelatinosa - medula óssea - que produz leucócitos para o combate às infeções, eritrócitos para o transporte do oxigénio, e plaquetas sanguíneas para a coagulação.
As três camadas de osso - periósteo, osso compacto e medula óssea - encontram-se em permanente interação, com sinais nervosos e fluxos de sangue correndo entre si.
Quando se fratura um osso, as fibras nervosas dos canais da estrutura óssea que ficam lesionadas enviam mensagens ao periósteo, que, por sua vez, as transmite aos centros de dor no cérebro. Se as arestas, nas bordas do osso partido, rasgam o próprio periósteo, a vítima sente dores agudas.
O esqueleto humano masculino é diferente do esqueleto humano feminino, uma vez que o segundo apresenta a pelve mais larga e uma grande abertura redonda ao centro, enquanto o primeiro tem uma abertura menor e tem forma de coração. Também o esterno da mulher tem características diferentes do esterno do homem, pois é mais largo e curto, assim como o crânio, que tem contornos mais suaves e os ossos do pulso, que são mais estreitos. O maxilar também é menor, assim como a maior parte dos outros ossos.
O crânio, a coluna vertebral e a caixa torácica possuem 80 dos 206 ossos do corpo humano, e constituem o esqueleto axial. Os restantes 126 ossos compõem os esqueletos apendicular e visceral. O esqueleto apendicular inclui os ombros, os braços, as mãos, as ancas, as pernas e os pés.
No estado adulto, o crânio compreende 28 ossos fundidos entre eles protegendo o encéfalo, os olhos, o nariz e os ouvidos. Na base do crânio existe uma abertura da qual emerge a parte superior da espinal medula.
A coluna vertebral tem 33 ossos, 24 dos quais formam as vértebras cervicais (7), vértebras torácicas ou dorsais (12) e vértebras lombares (5). O sacro, formado por cinco vértebras soldadas e o cóccix, formado por quatro vértebras, constituem parte da pelve.
As omoplatas, ossos grandes e planos que sobressaem na parte superior das costas, são mantidos em posição por ossos longos e encurvados, denominados clavículas. Os braços estão ligados às omoplatas por articulações de esfera e encaixe. A parte superior do braço é constituída por um osso forte e comprido - úmero. A parte inferior é constituída por dois ossos mais delgados - rádio e cúbito, ligados ao punho e à mão. No punho há oito pequenos ossos unidos - ossos do carpo, e na mão há os cinco ossos cilíndricos do metacarpo, estendendo-se do punho até aos nós dos dedos, onde encaixam os 14 ossos dos dedos, falanges, articuláveis e flexíveis. Os ossos da anca, da coxa e do joelho são muito fortes e pesados. Nas ancas, dois ossos grandes constituem a pelve ou pélvis, estrutura em forma de bacia. No seu extremo inferior existem duas grandes concavidades, nas quais se vão articular as extremidades superiores dos fémures. Estes, por sua vez, encaixam nas articulações dos joelhos, que ligam a zona média do corpo aos ossos das pernas e aos pés.
Os membros inferiores, que suportam cinco vezes o peso total do corpo, são constituídos pelos ossos da perna - tíbia e perónio - os quais se ligam ao tarso pelo astrágalo proporcionando a articulação entre perna e o pé. Este é constituído por um conjunto de ossos - tarso, metatarso e falanges - ossos esses pouco duros e fáceis de quebrar.
Dada a rigidez dos ossos, é notável a flexibilidade do nosso corpo. A razão por que nos movimentamos tão facilmente é que os nossos ossos estão ligados entre si por juntas - articulações - que permitem que os músculos confiram ao esqueleto milhares de posições diferentes. Existem diversas categorias de articulações, por exemplo, as que não possuem qualquer movimento (a rigidez é o objetivo), como o crânio; as que se movem limitadamente, como o caso dos ossos púbicos da pelve; e as do tipo mais generalizado, que se movem livremente, com as das mãos. O que determina a amplitude de movimento da articulação é a forma dos ossos, o grau de tensão dos ligamentos e os músculos que a rodeiam. Assim, as articulações podem ser classificadas em:
- articulação em charneira - designadamente a dos cotovelos e dos joelhos, que permite o movimento numa só direção, como a dobradiça de uma porta;
- articulação em sela - como é o caso da articulação do pulso e do polegar, a qual permite o movimento em dois planos perpendiculares entre si;
- articulação plana - como nos dedos e no tornozelo, onde apenas há deslizamento;
- articulação esférica - como na anca e no ombro, onde não há uma flexibilidade tão grande mas o seu encaixe profundo diminui o risco de deslocação.
A mobilidade das articulações deve-se ao facto de as extremidades dos ossos estarem revestidas por cartilagem lisa e o espaço que medeia entre as articulações conter um líquido lubrificante - líquido sinovial. Algumas ainda possuem nesse espaço discos planos de cartilagem - meniscos -, que atuam como amortecedores de choques.
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