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Estados Unidos da América

Geografia
País da América do Norte. É constituído por um distrito federal - Colúmbia - e 50 estados: Alabama, Alasca, Arizona, Arcansas, Califórnia, Carolina do Norte, Carolina do Sul, Colorado, Connecticut, Dacota do Norte, Dacota do Sul, Delaware, Florida, Georgia, Hawai, Idaho, Illinois, Indiana, Iowa, Cansas, Kentucky, Louisiana, Maine, Maryland, Massachusetts, Michigan, Minnesota, Mississípi, Missouri, Montana, Nebrasca, Nevada, New Hampshire, New Jersey, Novo México, Nova Iorque, Ohio, Oklahoma, Oregon, Pensilvânia, Rhode Island, Tennessee, Texas, Utah, Vermont, Virgínia, Washington, Virgínia Ocidental, Wisconsin e Wyoming. Possui uma área total de 9 631 418 km2. Além dos estados na América do Norte, dependem ainda dos EUA a ilha de Guam, a Samoa Americana e as ilhas Virgens, além de Porto Rico e das ilhas Marianas, que constituem uma associação de mercado livre com os EUA. Encontra-se limitado pelo Canadá, a norte, pelo oceano Pacífico, a oeste, pelo México, pelo golfo do México e pelo estreito da Florida, a sul, e pelo oceano Atlântico, a leste. A capital é Washington, com 565 400 habitantes (2004), e as cidades mais importantes são Nova Iorque, com 8 134 800 habitantes (2004), Los Angeles (3 900 700 hab.), Chicago (2 888 200 hab.), Houston (2 071 800 hab.), Filadélfia (1 483 000 hab.), San Diego (1 290 000 hab.), Phoenix (1 430 900 hab.), San Antonio (1 241 400 hab.), Dallas (1 234 400 hab.) e Detroit (914 800 hab.).

Clima
O clima é muito variado: no Alasca, o clima é ártico, com invernos muito rigorosos; na fachada do Pacífico, a secção mais a norte possui um clima temperado marítimo, com precipitações distribuídas ao longo do ano, enquanto a faixa mais meridional possui um clima temperado mediterrânico; entre as Cordilheiras Costeiras e as Montanhas Rochosas, encontram-se áreas desérticas; para leste das Montanhas Rochosas, dominam as áreas de clima temperado continental, sujeitas a invernos rigorosos e a verões quentes e com precipitação; nas proximidades do golfo do México o clima é do tipo subtropical húmido.

Economia
Os Estados Unidos da América são a maior potência económica do mundo, com o maior Produto Interno Bruto (PIB).
Praticamente todos os setores da atividade económica se encontram muito desenvolvidos. Na agricultura, as principais produções são o trigo, o milho, a soja, a beterraba, o arroz, o algodão, o tabaco, a cana-de-açúcar, a aveia e ainda os citrinos, o amendoim e grande variedade de produtos hortícolas. A criação de gado, em especial de bovinos, tem igualmente muita importância.
O país tem reservas substanciais de petróleo, gás natural, carvão, crómio, manganésio e platina. Os produtos industriais mais importantes são o alumínio, o aço, a porcelana, o cimento e outros materiais de construção, a maquinaria, os motores de automóveis e outros equipamentos para os transportes, os artigos elétricos e eletrónicos, os produtos alimentares, o tabaco, os produtos químicos, os têxteis e o vestuário, a borracha e o plástico. Também são produzidos o papel, o cartão, a pasta de papel, veículos aerospaciais e produtos informáticos. Os principais parceiros comerciais dos Estados Unidos da América são o Canadá, o Japão, o México e o Reino Unido.
Indicador ambiental: o valor das emissões de dióxido de carbono, per capita (toneladas métricas, 1999), é de 19,7.

População
A população era, em 2006, de 298 444 215 habitantes, o que corresponde a uma densidade de aproximadamente 30,71 hab./km2. As taxas de natalidade e de mortalidade são, respetivamente, de 14,14%o e 8,26%o. A esperança média de vida é de 77,85 anos. O valor do Índice do Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,937 e o valor do Índice de Desenvolvimento ajustado ao Género (IDG) é de 0,935 (2001). Estima-se que, em 2025, a população seja de 338 071 000 habitantes. Em termos de grupos étnicos, os brancos não hispânicos representam 73% da população, seguindo-se-lhes os negros não hispânicos, com 12%, os hispânicos, com 11%, os asiáticos, com 4%, e os índios e esquimós, com menos de 1%. As religiões maioritárias são a protestante, com 58%, e a católica, com 21%. As línguas mais faladas são o inglês e o castelhano.

História
No Nordeste dos EUA encontra-se a maior mancha contínua de cidades, designada por megalópolis, que vai de Boston a Baltimore e engloba cidades como Nova Iorque e Filadélfia.
Em 1565, os Espanhóis fundaram St. Augustine, na Florida, o primeiro povoamento europeu permanente da América do Norte. Um século mais tarde, os Franceses começaram a explorar a bacia do Mississípi, dando a toda a região o nome de Louisiana, em honra do rei Luís XIV. No entanto, foram os Ingleses, os Holandeses e o Alemães que colonizaram mais persistentemente o território da América do Norte. A primeira colónia inglesa definitiva, Jamestown, foi fundada em 1607 e, mais tarde, originou a Virgínia. Treze anos depois, o Mayflower aportou em Massachusetts, levando vários emigrantes europeus que fugiam às perseguições religiosas. Nessa altura, o algodão e o tabaco começaram a ser cultivados no Sul, o que levou à chegada de mais escravos vindos de África - dando origem à atual população negra dos EUA. Nova Iorque, New Jersey e Delaware foram tomadas aos Alemães pelos Ingleses, em 1664. Em 1732, os Ingleses eram os exploradores de 13 colónias. Em 1741 os Russos chegaram ao Alasca.
A determinação firme dos colonizadores em governar o seu próprio país deu origem à célebre revolta do Tea Party. Em 1773, um grupo de patriotas lançou à água 342 caixas de chá da Companhia Britânica das Índias Orientais, num duplo protesto contra o monopólio e os impostos britânicos. Este ato foi um dos primeiros passos para a Guerra da Independência. No dia 4 de julho de 1776, as 13 colónias proclamaram a criação dos Estados Unidos da América através da Declaração de Independência. Esta declaração esteve na origem da elaboração da Constituição, em 1787, que instituiu a república federal e dividiu os poderes em três: o executivo, o legislativo e o judicial. Em 1789, George Washington tornou-se o primeiro presidente dos EUA. À luz da Constituição, a União começou imediatamente a crescer. Em 1803, adquiriu da França toda a bacia do Mississípi. Mais tarde, com a vitória na Guerra Mexicana, de 1846 a 1848, conseguiu ficar com mais sete estados, incluindo a Califórnia e o Texas.
Entretanto, a rápida industrialização do Norte e a agricultura do Sul, baseada na mão de obra, intensificaram o descontentamento dos escravos. Mas o Sul estava determinado a manter a escravatura negra. Em 1860 Abraham Lincoln foi eleito presidente dos EUA e com o apoio do seu partido, o Partido Republicano, defendeu a proibição da escravatura nos territórios ocidentais. Este facto levou a Carolina do Sul a abandonar a União e a unir-se a outros 10 estados do Sul. Lincoln recusou-se a aceitar essa união. Em 1861 rebentou a Guerra Civil Americana e, em 1865, o Norte derrotou o Sul. Com esta vitória a União foi preservada, a escravatura foi abolida, os escravos obtiveram a cidadania e o direito ao voto. Mas, pouco tempo depois, Abraham Lincoln foi assassinado. A partir desse momento, os negros do Sul foram sendo, gradualmente, privados dos direitos civis e foram segregados pela sociedade à força. O após-Guerra Civil foi caracterizado pela rápida industrialização, pela afluência maciça de imigrantes estrangeiros e pela necessidade de os EUA se tornarem numa nação poderosa.
Em 1895, Cuba revoltou-se contra o colonialismo espanhol e, três anos mais tarde, os EUA apoiaram o país contra a Espanha, o que resultou na Guerra Hispano-Americana. A vitória dos norte-americanos trouxe para a União os primeiros territórios de além-mar, as Filipinas, Porto Rico e a Ilha de Guam. As tropas norte-americanas ocuparam Cuba até 1902, ano em que foi implantado um tratado de independência. Em 1917, a participação dos EUA na Primeira Guerra Mundial foi decisiva, pois levou os Aliados à vitória.
A Grande Depressão de 1929 pôs à prova o presidente Franklin D. Roosevelt. A sua política comercial revolucionou o país, mas a recuperação económica não foi possível devido à produção de armamento até às vésperas da Segunda Guerra Mundial. O ataque dos japoneses à base norte-americana de Pearl Harbor, em 1941, levou os EUA a participarem na guerra, ao lado da Inglaterra e da União Soviética, contra o fascismo da Alemanha, do Japão e da Itália. A partir dessa altura, o país tornou-se, efetivamente, numa grande potência mundial, tanto do ponto de vista político como económico. Este facto ficou sublinhado com o lançamento das primeiras bombas atómicas sobre o Japão, em agosto de 1945.
A guerra centrou toda a capacidade económica norte-americana. Depois da vitória dos Aliados, em 1945, os EUA empenharam-se na reconstrução da Europa e passaram a liderar o mundo ocidental. Apesar de terem sido aliados vitoriosos em 1945, essa aliança de conveniência transformou-se na Guerra Fria. Durante 40 anos os dois países entraram em conflito nos domínios da economia, da corrida ao armamento, do espaço, da propaganda e de outros campos. Mas, em 1991, a desintegração da União Soviética pôs termo à Guerra Fria.
Em 1949 criaram a Organização do Tratado Atlântico Norte (NATO), com o objetivo de evitar a presença das tropas soviéticas no Leste da Europa. Um ano mais tarde, um ataque soviético à Coreia do Sul envolveu os EUA na Guerra da Coreia que se prolongou até 1953. Dois anos mais tarde, envolveram-se na Guerra do Vietname, que durou até 1975. O objetivo foi o de impedir que o comunismo do Norte do Vietname avançasse para o Sul. Ao fim de 20 anos de guerra, as tropas norte-americanas retiraram. Dois anos mais tarde o Sul do Vietname passou para o domínio do Norte, dando assim origem a uma única nação comunista.
Na década de 1960, depois de vários movimentos de protesto contra a segregação e a discriminação, os negros do Sul e de outras zonas do país conquistaram o direito ao voto. No entanto, os gastos excessivos com a Guerra do Vietname impossibilitaram a realização dos programas liberais, nomeadamente no campo das reformas sociais. Para além disso, em 1974, o escândalo Watergate levou o presidente Richard M. Nixon a demitir-se.
A derrota no Vietname suscitou um renascimento da atitude isolacionista, mas o desenvolvimento do terrorismo internacional, para além do confronto constante com o comunismo, levou os EUA a atacarem a Líbia em 1986.
Embora os Estados Unidos da América sejam uma única nação, cada um dos estados é uma entidade independente a nível de direitos e de poderes, mas unidos pela Constituição que é reconhecida como a lei suprema do país. Todos os estados delegam na União os poderes fundamentais de declarar guerra, de dirigir a política externa, de cobrar impostos federais e de regulamentar o comércio externo e interestatal. O presidente governa uma República Federal, com o Congresso, que é constituído pelo Senado e pela Câmara dos Representantes.
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