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estruturas análogas

A classificação consiste em colocar, em categoria ou classes, os objetos semelhantes. Este princípio demasiado simples é, na prática, bastante difícil. No confronto de vertebrados e invertebrados, nomeadamente aves e insetos, é fácil de reconhecer caracteres morfológicos com certo grau de semelhança.
As asas dos insetos são comparáveis, no aspeto funcional, às asas de uma ave. A estrutura destes órgãos mostra, contudo, diferenças fundamentais. Neste caso não é possivel encontrar razões que permitam reconhecer origem semelhante para as asas dos insetos e das aves.
Quando se comparam musgos e angiospérmicas, reconhece-se, em muitos casos, uma semelhança entre os filídios e as folhas. Num caso como no outro trata-se de órgãos com funções conexas, nomeadamente a fotossíntese, mas facilmente se verifica não haver qualquer comunidade de origem. Os filídios são órgãos do gametófito, enquanto as folhas pertencem ao esporófito. O emprego de designações diferentes para estes órgãos com funções comuns justifica-se pelo facto de se tratar de formações com origem evolutiva diferente.
Quando, como nos exemplos apresentados, há semelhança funcional entre os órgãos e as estruturas, diz-se que há analogia e fala-se, portanto, em órgãos ou estruturas homólogas. As asas de um inseto são completamente análogas às asas das aves. Esta analogia pode ser interpretada como o resultado do desenvolvimento evolutivo de adaptações semelhantes em organismos com diferente origem.
Pode existir analogia de órgãos que não apresentam qualquer grau de semelhança morfológica. As guelras de um peixe e os pulmões de um mamífero são muito diferentes no aspeto morfológico e estrutural, mas não há qualquer dúvida de que se trata de órgãos análogos.
No que respeita aos vegetais, as raízes de qualquer angiospérmica são morfologicamente muito diversas dos órgãos de fixação de algumas algas castanhas, mas não há dúvida de que se trata de órgãos análogos.
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