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Guerra da Crimeia

Este conflito, disputado entre a Rússia e a coligação da França, da Sardenha e Império Otomano, marcou um dos pontos de viragem na história política europeia da era pós-napoleónica. O grande fator que esteve na base deste conflito foi a questão do Levante, levantada com o declínio do Império Otomano, que abalou profundamente a estrutura do continente europeu.
No mês de novembro de 1853 rebentou o conflito, quando a Rússia destruiu a frota turca no mar Negro. Em março do ano seguinte, a Grã-Bretanha e a França entram no conflito quando a Rússia desrespeita o seu pedido de evacuação da Moldávia e da Valáquia, acreditando que a contenda se resolveria rapidamente devido à supremacia da sua frota naval. Foi decidido um ataque das forças aliadas sobre o centro da frota russa em Sevastopol, na Crimeia, em dezembro de 1854. Embora a Rússia tenha sido vencida em batalhas como a de Balaklava e em Inkerman, o conflito arrastou-se com a recusa da Rússia em aceitar os termos de paz.
A paz foi acordada no Tratado de Paris, de 30 de março de 1856. Neste tratado ficou estipulado que a Rússia devolveria a Bessarábia do Sul e a Boca do Danúbio ao Império Otomano e a Moldávia, a Valáquia e a Sérvia passaram a estar sob proteção internacional. Florence Nightingale, uma enfermeira inglesa, ficou associada a este conflito, pois participou com grande empenho no tratamento dos feridos de guerra.
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