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Hegemonia Inglesa

Com o advento da Revolução Industrial, a Inglaterra conheceu, a partir do final do século XVIII, uma evolução técnica derivada do aperfeiçoamento mecânico que tornaria o país um exemplo único e, consequentemente, o tornaria uma potência difícil de igualar. Assim, a inserção de maquinaria no âmbito agrário facilitou o trabalho nas zonas rurais, tendo-se assistido a uma grande migração para as cidades, núcleos industriais e conglomerados fabris. Contudo, foi no século XIX, sobretudo entre 1815 e 1850, que se verificou um crescimento do poder económico inglês baseado no liberalismo, aplicando-se as teorias comercial e monetária de Robert Peel e com o impulso extraordinário causado pela evolução da indústria. Este foi bem patente na Exposição Universal de 1851, onde as técnicas surgidas da Revolução Industrial, se bem que ainda não totalmente aplicadas à prática, demonstraram a sua vantagem em relação às tradicionais. Foi o início da época áurea da Grã-Bretanha, que se tornou um modelo que as demais nações pretendiam seguir. As formas de produção foram-se capitalizando e, portanto, rentabilizando através da associação de diferentes processos. O desenvolvimento urbanístico das cidades deu-se com o crescimento demográfico e a emigração, sobretudo a partir de 1840, aumentando sempre a percentagem de pessoas que viviam em núcleos urbanos em relação às dos rurais. Também o produto interno bruto (PIB) e o rendimento nacional sobem significativamente, equilibrando-se o crescimento demográfico - que possibilitava o surgimento de técnicos com novas e diversificadas aptidões - com o crescimento produtivo. Este estado demográfico facilitou igualmente a criação de um mercado com mais necessidades e mais exigente, o que por sua vez estimulou o setor produtivo. A indústria foi contudo a principal estrutura, que deu preponderância a Inglaterra e que cresceu sobretudo entre os anos de 1831 e 1841, ocupando a indústria algodoeira o lugar cimeiro. Todas as mencionadas transformações, assim como outras efetuadas a diferentes níveis (como o agrícola, o naval e o de investigação), tornaram a Grã-Bretanha a principal potência económica do mundo no século XIX.
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